FRUTA DE PAMA Clerisvaldo B. Chagas,   20 de outubro de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3491   No cenário ...

 

 

FRUTA DE PAMA

Clerisvaldo B. Chagas,  20 de outubro de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3491

 



No cenário novo do Bairro Bebedouro/Maniçoba, houve alguns depoimentos de moradores locais no lançamento do livro SANTANA: REINO DO COURO E DA SOLA, inclusive, o mais velho cidadão da localidade, foi convidado à mesa e sentou-se conosco.  Era mais uma quebra da tradição de lançar livro em salão de Câmara de Vereadores. Foi assim que fugimos da regra de lançamento no centro da cidade e fizemos a inovação. Lançamos o livro A IGREJINHA DAS TOCAIAS, na própria igreja em zona rural. Lançamos o livro: PADRE CÍCERO, 100 MILAGRES NORDESTINOS, na igrejinha do padre Cícero no Bairro Lajeiro Grande, região norte de Santana do Ipanema e SANTANA: REINO DO COURO E DA SOLA, No Bairro Bebedouro/Maniçoba, zona leste da cidade, defronte a  tradicionalíssima igrejinha de Zé Rosa. É ou não é uma inovação em Alagoas e no Brasil?

Foi lembrado na ocasião do lançamento na Maniçoba, do livro de crônicas, do saudoso escritor Oscar Silva, “Fruta de Palma “ . É que ali pertinho havia um sítio descrito pelo escritor da minha rua, naquele livro publicado como segunda edição, em 1990. E com outros depoimentos da comunidade – fonte dos curtumes do couro e da sola – foram lembradas outras passagens que oralmente enriqueceram o livro em lançamento. Foi muito prazerosa a interação com os moradores do local. Uma noite muito iluminada, cheia de emoções dos intelectuais ao mais simples dos presentes. Ali estavam pelo menos quatro escritores e o citado acima cantor nota 10, Dênis Marques, conduzindo nossa trilha  sonora.

O saudoso escritor Tadeu Rocha é quem fala do primeiro documentos de terra de Santana do Ipanema, com assinatura e data da Maniçoba. O saudoso escritor Oscar Silva é quem fala do sítio acima  e de cena ali acontecida com recepção ao governador e mais cem cavaleiros, O livro SANTANA: REINO DO COURO E DA SOLA, descreve o episódio narrado por Oscar, de 1921. E para quem não sabia que a palma forrageira do sertão dá a Fruta de Palma, mostramos abaixo suas feições. É rica em nutrientes, sobretudo a Vitamina C. Tem o gosto ligeiramente adocicado.

 

 

  O ABANDONO Clerisvaldo B. Chagas, 16 de Outubro de 2016 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3489     Em novo giro pelo ...

 

O ABANDONO

Clerisvaldo B. Chagas, 16 de Outubro de 2016

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3489

 


  Em novo giro pelo Bairro São José, vimos que ainda está ali. Um compartimento de piso baixo e escuro, feito da pior forma possível para ser uma escola no tempo do governador João Batista Tubino. Serviu para muitas coisas na Cohab Velha, tudo efêmero e lúgubre. Continua lá no seu recanto, por trás do Posto de Saúde, igual a uma criança traumatizada e encolhida com um  medo triste de quem se aproxima. Sucessiva administrações públicas municipais, fizeram vista grossa a sua  existência. E quem veio acompanhando o desenvolvimento do bairro, fica várias vezes mais traumatizados do que o próprio prédio rejeitado. Encostado a ele, ainda por trás do Posto de Saúde, um enorme prédio se encontra em ruínas, abrigo ideal da marginalidade, assim com foi o Posto de saúde que passou vários anos na mesma situação até que foi concluído.

Das janelas do fundo do Posto – encostada nas ruínas – dá para se vê  inúmeros pés de mamona por dentro das paredes internas caídas. que parece uma floresta tropical. E se o primeiro  é do governo estadual, o segundo é de cunho particular, dizem. E foi em uma visita a minha fonte de histórias  santanenses  que me disseram que o  antigo grupo iria passar por reforma e ali seria um órgão público da prefeitura. Os que planejaram a antiga Conhab, fizeram-na nos fundos como se fosse o depósito de lixo. Na certa, somente para aproveitar alguns metros quadrado que  sobrou no mapa. A Educação encolheu-se e ficou igual ao “patinho feio” da Literatura. E o pior, invisível, até porque o invisível pode ficar esquecido por tempo indeterminado.

A informação recebida estar disparada em vários meses. Tudo continua “como antes no Quartel de Abrantes”. Ê, meu “fio”, rapadura é doce, mas não é mole, não.

    MACONHA E PRIMAVERA Clerisvaldo B. Chagas, 15 de outubro de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3488   Nada te...

 

 

MACONHA E PRIMAVERA

Clerisvaldo B. Chagas, 15 de outubro de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3488



 

Nada temos contra os vícios de seu ninguém, até porque o vício é a fraqueza pessoal do indivíduo que pode ou não o extinguir Mas, para não passar em branco, vamos deixar registrado que em certo tempo passado, um locutor profissional de Santana do Ipanema, querendo promover um espetáculo com  um famoso cantor (naquele momento estava no auge), se dirigiu até o Piauí, se não me engano, em procura do cantor Netinho. Encontrou-o acamado. Disse o motivo da sua ida até ali e o cantor respondeu que havia usado uma maconha de má qualidade e estava naquela situação. Ouvi isso da própria boca do locutor amigo que contava rindo. O locutor faleceu tempos depois em um acidente automobilístico. Não sei se foi realizado o espetáculo do cantor, mas sei que anos e anos depois, a notícia da morte do cantor tomou conta do Brasil.

Todavia, na verdade eu estava mesmo era contemplando a Natureza e vendo a craibeira da Escola Durvalina Pontes, que estava bem florida para os festejos de fim de ano, deixar cair as suas flores amarelas e ficar quase completamente pelada, nesta sequência de sol que envolve o sertão. Estamos sentindo a falta de pelo menos um dia de boa chuvada. É tudo virando esqueleto. A vegetação, principalmente a de menor porte, já está amarelada ou completamente esturricada. O início das trovões que eram tradicionais, são previstos para novembro-janeiro, como uma espécie de salvação de plantas e animais.

Enquanto isso, os festejos a São Cristóvão continuam animados e cumprindo sua agenda na tradição do mês que antes era o mais  seco do ano. Talvez o eco de tantos aboios da cavalgada que abriu a festa, os louvores que ecoaram pelo Bairro Camoxinga e pela cidade, tenha chegado aos santos responsáveis pelas chuvas e tenhamos uma honrosa saída já a partir do próximo mês. Sertanejo  gosta de festa de santo. Ou com inverno ou sem inverno, a fé parece andar na frente, em primeiro lugar. É São Antônio, São João, São Pedro, Senhora Santa Ana, São Cristóvão e já, já, o Nascimento de Jesus. E assim de festa em festa, o homem vai driblando os percalços que não largam a humanidade. Continuemos na luta vivendo a vida.

CRAIBEIRA