SE TODO MUNDO CANTASSE Clerisvaldo B. Chagas, 16 de fevereiro de 2012. (Blog do autor: clerisvaldobchagas.blogspot.com) MOTE: “Se todo mund...

SE TODO MUNDO CANTASSE

SE TODO MUNDO CANTASSE
Clerisvaldo B. Chagas, 16 de fevereiro de 2012.
(Blog do autor: clerisvaldobchagas.blogspot.com)

MOTE: “Se todo mundo cantasse
  Era mais fácil viver”.

 “Quem canta seu mal espanta
Isto é uma verdade
E nesta oportunidade
Cantar então me adiante
Cantar hoje é minha planta
É o que devo fazer
Depois de fazer dizer
A este povo de classe
Se todo mundo cantasse
Era mais fácil viver

Canta até o meu vizinho
Como eu canto também
Canta quem vai e quem vem
Canta o boêmio no vinho
Canta até o passarinho
Na hora que vai beber
Canta depois de comer
No tempo lhe dando passe
Se todo mundo cantasse
Seria fácil viver.

Nesse tempo tão precário
Como estamos vivendo
Toda pessoa sofrendo
Lhe faltando o necessário
Então não é ordinário
Um cantor se intrometer
Cantar para o desprazer
Desaparecer da face
Se todo mundo cantasse
Seria fácil viver.

Até mesmo um ser doente
Na cama dum hospital
É atacado do mal
Mas deve cantar contente
Que cantando ele é quem sente
Nessa vida algum prazer
Já não se pensa em morrer
Para honrar a sua classe
Se todo mundo cantasse
Seria fácil viver”

Clodomiro Paes e Francisco Joel. Campina Grande em 22-24 de agosto de 1975.










ONU PARA TRÊS Clerisvaldo B. Chagas, 15 de fevereiro de 2012.   A ONU (Organização das Nações Unidas) foi fundada em 1945 após a Segunda...

ONU PARA TRÊS

ONU PARA TRÊS
Clerisvaldo B. Chagas, 15 de fevereiro de 2012.

 A ONU (Organização das Nações Unidas) foi fundada em 1945 após a Segunda Guerra Mundial para substituir a Liga das Nações, com o objetivo de deter guerras entre países e para fornecer uma plataforma para o diálogo. Ela contém várias organizações subsidiárias para realizar suas missões. Atualmente existem em torno de 193 estados-membros, falando sobre quase todos estados soberanos do mundo. A organização acha-se dividida em instâncias administrativas, porém, quem mais aparece é o Conselho de Segurança que decide determinadas resoluções de paz e segurança. Quando se trata de cargo individual, surge com maior destaque o de Secretário-Geral, cargo ocupado atualmente, desde 2007 pelo cidadão originário da Coreia do Sul, Ban Kimoon. Mantem-se a ONU com as contribuições voluntárias dos seus Estados membros. Para melhor funcionar em termos de mundo a Organização dispõe de seis idiomas considerados oficiais que são Árabe, Chinês, Inglês, Francês, Russo e Espanhol. Acontece que o desgaste é grande dessa organização, pois a quantidade de membros no Conselho Permanente de Segurança continua a mesma, para esse universo de 193 membros.
          Uma Organização do porte da ONU, não se renova e continua na mão de países como os Estados Unidos, China e Rússia, que na prática, sempre que podem fazem suas manobras para que a ONU aja de acordo com seus interesses particulares e não como órgão independente como no início foi proposto. O atualíssimo caso da Síria é uma vergonha, uma ignomínia quando a Rússia e China vetam uma intervenção das Nações Unidas em solo sírio. Enquanto isso, o ditador daquele país continua massacrando seu povo, derramando sangue da população com seus armamentos pesados e negando apoio médico aos atingidos pelos modos nazistas. Grita em vão por socorro o povo de Damasco, o povo do país inteiro que morre às centenas, mas esbarra no apoio covarde da China e da Rússia àquele ditador maluco. Enquanto isso, o mundo assiste estarrecido o massacre que acontece naquela parte do mundo que tem pagado muito caro por permitir regimes como o atual. A resistência de China, Rússia e Estados Unidos à renovação do Conselho e a uma reforma na carcomida Organização chega a ser patética, pois querem continuar com uma ONU particular, mandando e desmandando como costumam fazer com o povo dos seus respectivos países.
          Enquanto os demais membros não se rebelarem contra a ditadura que reina por ali, tudo continuará como antes. Cada um dos membros do Conselho, principalmente os três, permanecerão com a sua ONUZINHA ou vestida nos quintais das suas casas. E se os bois continuam aceitando cangas e ferrões no pescoço e nos fundilhos, que paguem, então, a eterna covardia do medo. O filme continua o mesmo: ONU PARA TRÊS.








MENDIGANDO FORÇA Clerisvaldo B. Chagas, 14 de fevereiro de 2012.           Mais uma vez o esquema de segurança de Alagoas decepciona, frus...

MENDIGANDO FORÇA

MENDIGANDO FORÇA
Clerisvaldo B. Chagas, 14 de fevereiro de 2012.

          Mais uma vez o esquema de segurança de Alagoas decepciona, frustra o cidadão do interior sem chance nenhuma para se defender. De vez em quando sai à propaganda que não deixa de ser verdadeira, sobre novas aquisições de viaturas, coletes, armas para a polícia. O leigo pensa, então, que o que faltava já foi preenchido e agora a eficácia do policiamento será nota mil. Puro engano! Parece que o quadro real da Briosa ainda está longe da modernidade exigida nos dias atuais no combate ao crime que surge de toda natureza. Num estado territorialmente pequeno como Alagoas, ainda se reclama de efetivo curto. Batalhão em Maceió, Arapiraca, Santana do Ipanema... Mesmo assim não se encontram policiais na hora da precisão como foi o caso do assalto em Mata Grande, região serrana do alto sertão. Segundo foi noticiado, os bandidos ─ apenas para uso da expressão popular  ─ deitaram e rolaram com um bando de vinte homens armados de fuzis e metralhadoras. O que iria fazer em uma cidade tradicional que já botou Lampião para correr, um soldado apenas de plantão?
          É sabido que na cidade de Mata Grande havia na década de trinta, uma unidade do exército para espantar os bandidos da região. O seu período foi relativamente curto, porém, enquanto esteve ali à unidade verdinha, cangaceiros passavam por longe, não tendo sido registrado nenhum caso de ação bandoleira no município. Cidades como Mata Grande, Delmiro Gouveia, Água Branca, por exemplo, situadas no extremo oeste do estado, precisam de um reforço policial permanente, pois além da distância da capital, é zona de fronteira tripla, não se admitindo um isolamento total em matéria de segurança. O estado tem que adquirir helicópteros, que hoje não são mais bichos de sete cabeças, pois o Brasil entra no cenário mundial com a segunda frota dessas aeronaves tão úteis para o policiamento. Pelo menos em cada regional deveria haver um desses aviões com uma flotilha capaz de inibir qualquer ação criminosa de grande monta como a ocorrida na manhã de ontem em Mata Grande e Canapi.
          O investimento maciço em segurança pública é um dever do estado, sobremaneira nesses tempos difíceis onde à bandidagem é sempre protegida pela brandura carinhosa das nossas leis. Será que é preciso novamente voltar aos tempos das volantes como as do tenente João Bezerra, sargento Aniceto Rodrigues ou sargento Joaquim Grande? Enquanto isso o Alto Sertão fica em polvorosa MENDIGANDO FORÇA.


PRESENTE PARA GREGO Clerisvaldo B. Chagas, 13 de fevereiro de 2012.   Nenhum brasileiro gostaria de viver o drama da Grécia no presente ...

PRESENTE PARA GREGO

PRESENTE PARA GREGO
Clerisvaldo B. Chagas, 13 de fevereiro de 2012.

 Nenhum brasileiro gostaria de viver o drama da Grécia no presente momento. Já sofremos enormemente parte das dores que afligem os nossos irmãos do outro lado do Atlântico. Os apertos desconcertantes ministrados pelo FMI, ainda repercutem na mente dos que sofreram em suas unhas quando o fundo dava as suas ordens no Brasil. Ninguém sabe quando vai melhorar as agruras nas terras de Sócrates e nem quando chegará à paz necessária para se viver. O parlamento daquele belo país já aprovou o plano de austeridade e resgate financeiro, levando o povo às ruas num protesto violento. Geralmente a má administração pública sempre desemboca no mar que afoga pobres e funcionários públicos. É igual a chavão popular sem limite algum de repetência. Para quem não faz bem o dever de casa, recebe a visita do senhor “Gringo”, com gravata comprida e óculos de grau mais seu contemporâneo caderno de fiados. Começa examinando a pele e espichando o couro do paciente em soluços terminais. Surgem receitas de injeções miraculosas cujos efeitos são alérgicos para as classes básicas da pirâmide. Uns troços que amargam e queimam o porvir, o futuro, a esperança.
          Para continuar na zona do Euro, a Grécia baixou o pescoço para a canga da austeridade financeira, motivo de protesto e gritaria da sua população que fica sem entender o desmantelo. A exigência dos credores foi de fato crua e refletiu sem doce, sem mel, sem o açúcar na capital Atenas. A noite violenta caracterizada pelas manifestações traduz a negativa popular contra a beberagem que chega pelos carrascos. As vítimas de situações como essa, já sabem que irão para a tortura da demissão de emprego, cortes no salário, problemas com a previdência, com a aposentadoria, com a alimentação e tudo o mais que gira em torno da sobrevivência. Quando as autoridades condenam o vandalismo em uma democracia, esquecem o desespero de milhões de famílias que receberão as ferroadas que vêm de cima. Seria a mesma coisa de espancar mandando a vítima sorrir. Vem da boca do primeiro-ministro que os três objetivos do plano aceito pela Grécia, são o saneamento das finanças públicas, o restabelecimento da competitividade do país e o reforço do seu sistema bancário. Para isso o ministro irá receber a bolada para o equilíbrio ou para continuar a danação que maltrata o povo do Mediterrâneo.
          Entre a cruz e a espada, o medo triste da bancarrota; do fantasma da crise que passou a morar nos corredores da Europa; da reação popular que vai bater os ossos de raiva com a crise interna. O país aguarda a dinheirama que deve chegar logo para pagar seus credores ansiosos. Enquanto isso, vamos mudando os ditados inventados pelo povo. Antes, uma oferta que iria dar trabalho, mas camuflada em coisa boa, era chamada “presente de grego”. Agora é o próprio FMI quem embrulha a “macumba”, ornamenta o pacote, borrifa extrato de rosas e escreve no cartão: PRESENTE PARA GREGO.





A AMEAÇA DOS CARPEROS Clerisvaldo B. Chagas, 10 de fevereiro de 2012.   Não deve ter razão os invasores de terras do Paraguai, que parec...

A AMEAÇA DOS CARPEROS

A AMEAÇA DOS CARPEROS
Clerisvaldo B. Chagas, 10 de fevereiro de 2012.

 Não deve ter razão os invasores de terras do Paraguai, que parece entrar na xenofobia da Europa. Quando pessoas que trabalharam naquele país ou visitantes por algum tempo voltavam ao Brasil, falavam que o Paraguai não produzia nada; que era um povo muito preguiçoso e que só havia ali contrabando, preguiça e alcoolismo. Não foi só de uma pessoa que ouvimos essa afirmação. E como não trabalhavam mesmo, os brasileiros foram entrando no território e produzindo como ainda hoje produzem. Passaram muitas situações difíceis vivendo e trabalhando incansavelmente em um lugar de língua e costumes diferentes, enfrentando todas as adversidades. Muitos, devido à persistência, progrediram e casaram com moças paraguaias conquistando assim a binacionalidade. Muitos impostos foram recolhidos ao governo daquele país e empregos para quem quisesse trabalhar. Somente agora, após o progresso e a consolidação dos brasiguaios, parece existir um ciúme doentio de quem não fez o dever de casa e espicha os olhos para a riqueza do suor alheio, agindo como bandidos invasores.
          O pior de tudo é que o governo do Paraguai, pela sua atitude morna, também parece apoiar o movimento infeliz, dizendo uma coisa e fazendo outra para encorajar os carperos. Caso seja feita uma investigação séria, descobrir-se-á as origens desse movimento suspeito que possa trazer sérios transtornos para o Brasil. Já temos um passado de desconfiança entre as duas nações, devido a maior guerra latina já realizada, quando a Inglaterra teceu a trama entre os dois países, para o confronto. É bom perguntar com pergunta séria, quem está por trás desse emaranhado agora. Quem tem interesses escusos para um novo conflito entre as duas nações da América do Sul. Fez muito bem em sair uma comissão do senado brasileiro para visitar o senado do país vizinho e o executivo para se inteirar do movimento criminoso que estar acontecendo.
          É bom lembrar que ainda existe um atraso de mentalidade muito grande na América Latina, onde povos e governos de alguns países ainda não conseguem pensar como nos tempos reais do presente. A mente tacanha do colonialismo ou do caudilhismo continua vigorando em alguns idiotas que somente falam em poder e revolução como se ainda estivessem nos tempos românticos de Fidel. Mas essa unidade pretendida pelos que moram na América do Sul, também incomoda aos de fora que às vezes tentam jogar irmão contra irmão para tirar proveito, pois não querem uma América do Sul unida e forte. Esperamos que os senadores brasileiros tenham êxito nessa missão ao Paraguai, embora seja difícil persuadir um movimento organizado e um governo comprometido. O Planalto deve estar muito preocupado com A AMEAÇA DOS CARPEROS.

LAMPIÃO CONTINUA VIVO Clerisvaldo B. Chagas, 8   de fevereiro de 2012.   Após uma fase exaustiva na elaboração do livro “Lampião em Alago...

LAMPIÃO CONTINUA VIVO

LAMPIÃO CONTINUA VIVO
Clerisvaldo B. Chagas, 8  de fevereiro de 2012.

 Após uma fase exaustiva na elaboração do livro “Lampião em Alagoas”, finalmente encerramos o nosso trabalho. Acabamos de colocar todas as ilustrações, as quais chamamos de figuras, inclusive fazendo uma homenagem a certa pessoa, colocando merecidamente sua foto antes da apresentação como motivo de honra. Aguardamos apenas um episódio ocorrido em Mata Grande e Piranhas, vivido pelo saudoso vereador santanense Abdon Marques com os chefes de volantes Odilon e Euclides Flor, que poderá ser encaixado a qualquer momento. Esperamos, enquanto damos retoques na capa e na capa de trás, as apresentações do filho de Corisco, economista Silvio Bulhões e a do grande pesquisador do cangaço no baixo São Francisco, Inácio Loyola, ex-prefeito de Piranhas e no momento deputado estadual. Para quem aprecia este tipo de literatura, com certeza ficará extasiado com tantos acontecimentos em solo alagoano (limite do nosso livro) e por certo muito meditará. Também para os santanenses que nunca ouviram falar sobre o assunto em Santana do Ipanema, um choque de surpresa vem aí com movimentação de cangaceiros e forças volantes em detalhes surpreendentes.
          Calculamos um trabalho em torno de 220 páginas, afirmando que algumas entrevistas deixaram de ser realizadas em algumas cidades cicunvizinhas, devido ao volume de trabalho. Isso quer dizer que ainda temos muito material para ser acrescentado numa segunda edição, provavelmente. Quase todas as fotos ─ mais ou menos 60 ─ já foram publicadas e são quase indispensáveis no tema Lampião, porém, algumas são inéditas e outras não muito batidas. Sobre Santana, aproximadamente, dez são exibidas e fazem parte das relíquias da cidade. Começaremos agora a fase orçamentária em diversas gráficas do estado e de fora, em busca do melhor preço, sem abrir mão da altíssima qualidade como merece o leitor fiel e exigente. Se você possui uma editora e quer publicar nosso trabalho, entre em contato conosco. Por outro lado, até a próxima semana, ainda poderemos encaixar um episódio sobre Lampião, verídico e acontecido em nosso estado, caso você queira nos contar. Contatos com Marcello Fausto ou Clerisvaldo Chagas.
          Quanto ao lançamento de “Lampião em Alagoas”, anunciaremos em breve, logo que enviarmos o danado para a gráfica. Caso autoridades de outros municípios queiram, poderemos realizar lançamentos em qualquer uma delas, dentro e fora do estado. O homem morreu, mas o nome LAMPIÃO CONTINUA VIVO.

ROMANCE DO AMOR Clerisvaldo B. Chagas, 8 de fevereiro de 2012.   Resolvemos brindar o leitor amigo, com alguns versos do II Congresso Nacio...

ROMANCE DO AMOR
Clerisvaldo B. Chagas, 8 de fevereiro de 2012.

 Resolvemos brindar o leitor amigo, com alguns versos do II Congresso Nacional de Violeiros, ocorrido em Campina Grande, Paraíba, entre 22 a 24 de agosto de 1975. Na ocasião eu fazia parte da mesa julgadora. Cantava a dupla Clodomiro Paes, de João Pessoa e Francisco Joel (Cotinha) também de João Pessoa, quando foi sorteado o mote: “No encontro soberbo dos olhares, aparece o romance do amor”. Das oito estrofes improvisadas escolhemos quatro:

No olhar está realmente a atração
Com que chama a atenção desses viventes
Porque as pessoas atraentes
Dominam em verdade o coração
O olhar é verdade é a visão
De trazer tudo isto com valor
Realmente isto aí é um fator
Que conquista um desses exemplares
No encontro soberbo dos olhares
Se encontra o romance do amor


Igualmente uma índia apaixonada
Como foi a famosa Iracema
Que tomando do vinho da jurema
O guerreiro avistou de madrugada
Sendo isto na terra da jangada
Que o índio lhe dava mais valor
Ela disse “Eu sou a tua flor”
Lá na terra dos grandes verdes mares
No encontro soberbo dos olhares
Se encontra o romance do amor


Eu recordo Isabel uma princesa
Que um dia olhando pra Gastão
Ela teve no peito a sensação
Do seu gesto bonito com beleza
O amor lhe entrando de surpresa
Por um homem que foi superior
Ele disse: “serei o teu valor
De uma vez se nunca desprezares”
No encontro soberbo dos olhares
Se encontra o romance do amor

Numa reflexão do meu passado
Não sei se merece esse decoro
Mas tenho que lembrar certo namoro
De uma deusa que viveu sempre ao meu lado
Ao primeiro encontro está provado
Que senti o perfume e o sabor
Foi dizendo: “se queres meu calor
Está na sujeição de mais me amares”
No encontro soberbo dos olhares
Se encontra o romance do amor.


CAMONGE APRENDENDO Clerisvaldo B. Chagas, 7 de fevereiro de 2012.          Gosto de conversar com indivíduos inteligentes e também com pess...

CAMONGE APRENDENDO

CAMONGE APRENDENDO
Clerisvaldo B. Chagas, 7 de fevereiro de 2012.

         Gosto de conversar com indivíduos inteligentes e também com pessoas humildes, gente do povo. Nessa escola da vida, vale muito o enxergar que é diferente do ver. Assim, aprendemos proveitosas lições fortemente úteis para todos os momentos da existência, ditadas pelos simples. Quando falo em inteligentes, quero me referir, aos que muito estudaram e trazem na bagagem esse conhecimento. Tive a satisfação de receber uma visita que trazia as duas coisas juntas, humildade e conhecimento. Conversamos bastante sobre todos os campos, eu ouvindo muito mais do que falando. A visita descrevia as coisas e de vez em quando me fazia uma pergunta. Como sua queda é para o misticismo, ensinamentos religiosos dominavam a sua linguagem. Entramos no catolicismo, passamos pelos ensinamentos orientais, resvalamos na rosa-cruz e demos de frente com o kardecismo. Foi aí que entramos pela tenda dos milagres, pois a cidade de Santana do Ipanema, nas últimas semanas, tem soltado tantos foguetes que deve estar enricando os fogueteiros. O visitante, então, falou sobre o padre Cícero Romão Batista, afirmando que enviara quinze milagres a ele atribuídos, à comissão que estuda o assunto para elevá-lo à santidade.
          Duas situações diferentes foram me reveladas sobre o padre Bulhões e o padre Cirilo, ambos, párocos de Santana em época passada. Sobre o padre Bulhões, religioso que dominou à cidade por quase três décadas, o cidadão falou que o sacerdote estava enciumado com a ida do povo ao Juazeiro. Recebendo um devoto com essa intenção dissera: “Você deveria pagar sua promessa por aqui. O padre Cícero é um homem igual a mim”.  Mesmo assim o romeiro viajou e contou a Cícero à conversa com Bulhões. Romão apenas respondeu: “E foi? Diga a ele que vá cuidar da pingueira que está caindo na cabeça do Coração de Jesus”. Na volta, o romeiro foi à casa do padre Bulhões e  passou-lhe o recado. Bulhões levantou-se da poltrona, sem acreditar e foi olhar o quadro na parede. Estava ali a pingueira, exatamente sobre o cocuruto de Jesus. Acho que daquele dia em diante, o conceito deve ter mudado. Quanto ao cônego Luís Cirilo, segundo o visitante, também não costumava falar bem sobre Cícero Romão. Certo dia, ao fazer a barba, notou um nódulo no pescoço. Aperreou-se, foi ao Recife. Os médicos disseram que aquilo era uma questão de cirurgia e o risco grande. Cirilo fez uma promessa com o próprio padre Cícero Romão Batista, cujo agradecimento seria todo ano rezar missa em Juazeiro. No outro dia, ao passar a mão pelo pescoço, o nódulo havia desaparecido. O cônego cumpriu a promessa, todo o ano ia ao Juazeiro celebrar u’a missa.
          Sei não. O povo mistura Camões da Literatura portuguesa com tal “Camonge”, um sábio safado do imaginário que fazia suas loucas presepadas e teria morrido aprendendo mais uma lição antes do último suspiro. Um popular teria improvisado uma brasa a guisa de vela e, ele teria dito: “É Camonge morrendo, é Camonge aprendendo”.



OS SANTOS E OS MILAGRES Clerisvaldo B. Chagas, 6   de fevereiro de 2012.           É sabido que uma coisa puxa outra. Contemplando o tra...

OS SANTOS E OS MILAGRES

OS SANTOS E OS MILAGRES
Clerisvaldo B. Chagas, 6  de fevereiro de 2012.

          É sabido que uma coisa puxa outra. Contemplando o trabalho de reforma que está sendo realizado na Escola Estadual Helena Braga das Chagas, vamos compreendendo a necessidade de manutenção permanente desses estabelecimentos de Ensino. Antes havia profissionais nas escolas como carpinteiros, encanadores e eletricistas, que asseguravam nessas áreas o funcionamento físico das unidades. Com o tempo passando esperava-se um melhoramento extraordinário na organização das redes escolares. O que se vê, entretanto, é o abandono dentro de décadas e décadas na rolagem do entra governo, sai governo, quando a Educação continua sendo a cacetada da vez. Ali não vamos ter direito a nenhum tipo de construção, só reforma. Pelo menos uma sala para implantação de biblioteca, serventia de alunos e moradores em geral do Bairro São José, não será construída. Imaginem uma escola central e sem biblioteca! Pedreiros e serventes continuam amontoando ninhos de pardais, desobstruindo tubos, retelhando, trocando portas e janelas que já não fecham e nem abrem para nada. Um muro enorme da escola, que foi ao chão por duas vezes, não será rebocado. Foi feito na base do chapisco e de coisa sem dono que evitou alguém ir para cadeia.
          E a Escola Estadual Padre Francisco Correia, como anda, após a queda de parte da estrutura? Construída ainda na gestão do prefeito Joaquim Ferreira, cansada de pedir socorro, veio desabar uma parte na gestão atual, quase provocando uma tragédia. O seu futuro é incerto. Matam a tradição pelo descaso e acabam de matar pela ignorância e falta de compromisso com a sociedade. Fundado em momento tão difícil para Santana do Ipanema, o Grupo Escolar Padre Francisco Correia foi a primeira escola oficial que funcionou da quinta a oitava série naquele município. Situada em lugar nobre do Bairro Monumento, a citada escola faz parte da história de Santana, onde congregou as primeiras professoras vindas da capital para educar o Sertão. O seu título não poderia melhor ter sido registrado, pois o seu patrono, além de fundador da cidade, foi seu primeiro pároco, criou lei libertária para Santana e era considerado santo pelos inúmeros milagres que realizou e foram registrados.
          A crônica, às vezes, faz como cavalo sem cabresto que foge à direção imposta pelo cavaleiro. Puxada em direção contrária, ela não quis me obedecer, deixando o opúsculo do “santo padre Francisquinho” sobre a mesa, a olhar o rumo diferente da carreira. Santana vai se desmemoriando. Ruiu a casa do padre Bulhões, desabou a igrejinha de São João e agora se esvai o antigo grupo Correia para o esgoto e o lixão do município. O descaso com a história de Santana do Ipanema, após o “Prefeito Cultura” Hélio Cabral, caminha a passos largos, patrocinado pelo poder público. O vendaval na cultura tem sido tão forte que o título desse trabalho teve seu miolo desviado. Só apelando para OS SANTOS E OS MILAGRES.
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O BEIJO DE MIGUEL Clerisvaldo B. Chagas, 3 de fevereiro de 2012           Houve uma época em Santana do Ipanema em que a população estav...

O BEIJO DE MIGUEL

O BEIJO DE MIGUEL
Clerisvaldo B. Chagas, 3 de fevereiro de 2012

          Houve uma época em Santana do Ipanema em que a população estava incomodada. Misterioso personagem, logo ao anoitecer, andava fazendo medo aos passantes em alguns lugares ermos de Santana. Mas a figura também tinha predileção pelas imediações da prefeitura local. A cidade estava às escuras e logo os criativos atacados pelo bicho, passaram a chamá-lo “Zorro”. Quem perambulava pela noite, sempre receava um ataque do Zorro a qualquer momento em algum lugar, em alguma baixada, em alguma esquina. Em uma daquelas noites um boêmio chamado Miguel, cujo murro era considerado um coice de mula de tão potente, passava pela calçada da prefeitura quando a assombração se manifestou. O Zorro, dentro da murada, estirou a manzorra por entre as brechas do muro e puxou fortemente a camisa de Miguel. Este, rapidamente, segurou com ambas as mãos o braço do Zorro, querendo fazê-lo passar por inteiro para fora por aquela mesma brecha onde só cabia um braço. É verdade que o Zorro não passou na marra pela fresta, porém, nunca mais ninguém deu noticia da ameaça vagabunda do indivíduo. Relevante favor o boêmio Miguel prestava aos notívagos santanenses.
          Havia na cidade, uma doida alta, forte e risonha que bebia, fumava e soltava sempre seus gritos de paz e felicidade: “Viva os noivos, senhor!”. Certa feita, o mesmo Miguel do caso acima, retornava altas horas das farras da Rua Tertuliano Nepomuceno, quando se deparou com a maluca embriagada, dormindo na calçada do Mercado de Carne. Acendendo seus instintos em direção à mulher, colocou-a sobre os ombros e desceu pelo beco mais próximo, onde com ela teve relações sexuais. Ao terminar o ato, a doida, meio acordada, meio adormecida, perguntou-lhe: “Espere, e não vai me bejar, não?” Sem o beijo pretendido, o forte boêmio novamente colocou a maluca sobre os ombros e delicadamente, deixou-a no mesmo lugar onde a encontrara.
          Em muitas situações desse país, ficamos atarantados com a ganância e os escândalos envolvendo os grandes do governo. E nesses escândalos estão sempre as verbas do povo, arrancadas de nós pela força das artimanhas e conduzidas aos bolsos fundos dos tecidos modernos. Eles são os zorros de todas às noites, pesadelos das crianças, adultos e anciãos das escolas, das previdências, dos abrigos. Continuamos suas presas porque nos falta à força e a coragem de um novo “Miguel Coice de Mula”. Todos os dias eles estupram a sociedade, com a mesma calma e determinação do segundo Miguel; fazem de nós o corpo embriagado da maluca de “Viva os noivos, senhor!”. E nós, como a própria doida falou, com a vergonha queimando pela face, sequer perguntamos pelo BEIJO DE MIGUEL.


LANÇAMENTO DE LIVRO Clerisvaldo B. Chagas, 2 de fevereiro de 2012.   Decidi lançar o livro paradidático “Ipanema um rio macho”, durante o ...

LANÇAMENTO DE LIVRO

LANÇAMENTO DE LIVRO
Clerisvaldo B. Chagas, 2 de fevereiro de 2012.

 Decidi lançar o livro paradidático “Ipanema um rio macho”, durante o próximo mês de março, faltando ainda combinar com a nova editora SWA, do empresário Malta Neto, o dia e a hora. Enquanto isso tive a honra de lançar a minha nona publicação, ontem, no Tênis Clube Santanense, com o título “Santana do Ipanema, conhecimentos gerais do município”. A citada obra, encomendada especialmente pela prefeita Renilde Bulhões, servirá de base para o próximo concurso municipal e que atualmente estar encontrando algumas dificuldades. Convidado através da diretora de Cultura, Vera Malta, para apresentação desse trabalho, vi-me diante de uma elite de professores que iniciava com as atividades de uma semana pedagógica. Com imensa satisfação diante do clube lotado, foi passando um filme na cabeça quando vi ex-alunos (hoje mestres) e inúmeros ex-colegas de quase todas as escolas por onde passei como professor de Geografia (principalmente) História, Sociologia, Filosofia, Biologia e Ciências. Estava presente a Secretária Municipal da Educação, Silvana Belfort e sua equipe, cuja atenção e gentileza foram motivo de regozijo da nossa parte.
            Apresentamos o nosso trabalho sob a batuta do professor Marcelo Fausto, meu atual diretor na Escola Estadual Profª Helena Braga das Chagas, parceiro na elaboração do livro “Lampião em Alagoas” (lançamento para breve) e que soube tão bem se expressar. Na oportunidade também encontrei companheiros de luta da antiga APAL (hoje SINTEAL) coisa que realmente me tocou ao relembrar nossas lutas brabas por melhores dias para o Magistério. Presente ainda a Imprensa local registrando o evento obrigatório e festivo dos professores. Com a bela recepção e os aplausos da plateia, saí emocionado pelo reconhecimento de uma vida prestadora de serviço, notadamente na Educação e na Cultura, sempre afirmando a minha disposição em servir pessoas e cidade.
          Estou muito feliz em ter revisto tanta gente que marchou comigo através de anos a fio, lutando pela vida, dividindo alegrias e dores nesse delgado arame da existência. Logo, logo estarei deixando o calor da Educação pelo solitário gabinete da Literatura. Agradeço a Deus por mais essa prestação de serviço aos professores, estudantes, pesquisadores e povo da “Rainha do Sertão”. 2012 poderá ser o ano favorável das artes e das letras. O ano de LANÇAMENTO DE LIVRO.




RECADO A MARTA Clerisvaldo B. Chagas, 1º de fevereiro de 2012   Sempre estamos passando pelo lugar Dois Riachos. A mesma simpatia da cid...

RECADO A MARTA

RECADO A MARTA
Clerisvaldo B. Chagas, 1º de fevereiro de 2012

 Sempre estamos passando pelo lugar Dois Riachos. A mesma simpatia da cidade descanso onde todo mundo conhece todo mundo. Nunca dispensamos a espichada do olhar para o leito do riacho que leva nome duplo. O sombreado das margens, poços, cacimbas e areia grossa, cenário simples, mas significativo para àquela população sertaneja criada na liberdade entre o casario e o campo. Aponta-se a grande feira de gado como atração semanal; a pedra do padre Cícero com sua folclórica igrejinha no topo, com direito à escada de concreto e tudo, às margens da BR-316. O transporte diário de água através de carroças com tonéis de plástico, subindo e descendo as colinas secas da periferia, marcam o cotidiano de quem passa. E fugindo da rotina calma de primavera, chega a tradicional vaquejada dos Dois Riachos, quando imensa multidão prestigia o esporte dos encourados. Mas a faixa afixada está ali. A faixa que anuncia com orgulho a terra da maior jogadora mundial de futebol, mesmo tendo perdido o último título para uma japonesa.
          O anúncio da liga americana que suspendeu os próximos jogos de futebol feminino deixou Marta desempregada. A jogadora, porém, já mostrou ao planeta por diversas vezes a sua categoria, fazendo história e implantando seu nome imorredouro entre os pátrios e os estrangeiros. Perguntamos, então, a goleadora, independente da sua vontade de parar ou não, se a vez não é agora para que ela possa formar em nosso país uma nova instituição para assegurar um clube feminino de futebol à semelhança de qualquer grande agremiação masculina? Ao invés de apelos e mais apelos às autoridades esportivas para incentivo ao futebol feminino, por que ela mesma não funda esse grande clube e o mantém como empresa, para estimular outras ações semelhantes pelo país inteiro. Você já mostrou ao mundo quem é, Marta. Precisa agora morar no Brasil e trabalhar diretamente pelo futebol feminino, pois já não precisa provar nada e nem morar obrigatoriamente no estrangeiro para ser o que é. Olhe o magnífico exemplo de Neymar. Quem quiser vê-lo, venha ao Brasil.
           Quando falamos sobre Marta, são falas dos brasileiros empolgados com sua garra, seus dribles desconcertantes e suas arrancadas incríveis. Vê-la morando no Brasil, como já foi dito, poderia assegurar o futuro do futebol feminino como uma imensa fábrica esportiva de novos talentos; de geração de milhares de emprego; de sangue novo na estrutura desportiva; de novas opções para matar a vontade dos que amam a esfera, o bailado e o gol. E como dizem em nossa região: “desculpe aí Marta, se você não quiser ficar em nosso território”. Continuamos nos estádios ou na poltrona, apreciando o seu mágico futebol. Quem pediu em não sei, mas o pedido era claro: “Mande com urgência um RECADO A MARTA”.

JUSTINIANO Clerisvaldo B. Chagas, 31 de janeiro de 2012 Ao passar pela Praça Bonfim, aqui no Bairro do Poço, em Maceió, sempre olho ...

JUSTINIANO

JUSTINIANO
Clerisvaldo B. Chagas, 31 de janeiro de 2012





Ao passar pela Praça Bonfim, aqui no Bairro do Poço, em Maceió, sempre olho para a cúpula da igreja, assim com fazia ao sair da fase de criança. O Cine-Plaza, a igreja do Bonfim, a praça enorme, farmácia e as compridas mangueiras dos quintais, dominavam o cotidiano. O ônibus como sinal de progresso ou o romantismo do bonde, ia marcando a Rua Comendador Calaça, onde por trás se viam as barreiras e as faixas móveis e aéreas azuis e encarnadas do antigo e charmoso farol. As missas dominicais sob a cúpula imitativa, ainda não permitia as grandes comparações aos calças curtas. Hoje, vem à tona a basílica de São Pedro e a grandiosidade da igreja de Santa Sofia, em Constantinopla.

O Imperador bizantino Justiniano, teve a coragem de casar com uma atriz e cortesã que animava os espetáculos de Constantinopla. O imperador não ligou muito para a opinião social da época, pois antes de ser coroado, conhecera e se apaixonara por Teodora. A bela cortesã, desejada por todos os poderosos, era também mulher de grande inteligência e personalidade marcante. Ajudou o marido em famosas realizações que ainda hoje brilham para o mundo. No império foram realizadas obras como hospitais, pontes, estradas, aquedutos e palácios. Os destaques do imperador foram, entretanto, a igreja de Santa Sofia e a igreja de São Vital, em Ravena. A igreja de Santa Sofia é o máximo da arquitetura bizantina. Dizem que 10 mil homens trabalharam ali durante cinco anos, entre 532 e 537. Essa construção é ampla e imponente. Sua cúpula chega até aos 56 metros de altura, com 34 metros de diâmetro, o que impressiona tanto quanto o interior da igreja. Todo ele é ornamentado com belos mosaicos, marfins e pedras preciosas. Para melhor ideia, foram utilizadas nessa decoração cerca de 18 toneladas de ouro.

No século XV, essa cidade sede do Império Romano do Oriente, foi finalmente conquistada pelos turcos. Houve várias modificações da igreja pelos conquistadores que praticavam religião diferente. De igreja passou à mesquita, quando foram acrescentadas quatro minaretes (torres de ordem muçulmana). Quanto aos belos mosaicos, eles foram cobertos com grossa camada de cal. Só em nossa época foi procedida à restauração e o prédio, motivo de duas religiões que virou museu. Ainda conhecida como Igreja de Santa Sofia, esse majestoso prédio continua entre as mais belas construções do mundo, sendo alvo das visitas dos que chegam a Turquia. É de se dizer, que Constantino XI, morreu nas ruas da cidade combatendo ao lado das suas tropas.

Olhar a igreja do Bonfim faz lembrar sim, Roma e Bizâncio. De quebra na história, Constantino, Teodora e JUSTINIANO.


FALTA DE VERGONHA Clerisvaldo B. Chagas, 30 de janeiro de 2012                          Fica evidente que existe na vida certa cumplicidad...

FALTA DE VERGONHA

FALTA DE VERGONHA
Clerisvaldo B. Chagas, 30 de janeiro de 2012
            
            Fica evidente que existe na vida certa cumplicidade dos formadores de opinião quando o alvo é poderoso. Vai-se passando a mão por cima das porcarias por que foi fulano quem disse, foi à entidade xis quem realizou. A pornografia sem freios na Internet possui os seus adeptos, mas se uma voz se alevanta contra, pode parecer cafonice, pessoa desatualizada com o mundo moderno. Talvez por isso, até grandes organizações religiosas ou outras com finalidade de preservar os bons costumes, encontram na covardia uma maneira inglória de calar. Em nome de “não à censura” ou do “tudo pode”, é que vemos hoje até em jornais virtuais importantes pelo nome, dividir sua página entre notícias e apologia ao sexo. É mais fácil para certos profissionais estampar as imundícies degradantes, com notícias de prostitutas de luxo que num passe de mágica ganha destaque na televisão e em outros meios, de que mostrar o seu verdadeiro talento profissional. Parece que o mundo, principalmente o Brasil vai perdendo a batalha em favor dos bons costumes e da preservação da família.

É frustrante, então, quando se pertence a uma organização social ou religiosa de renome, quando se vê os compromissos covardemente encolhidos como cabeça de jabuti, preferindo uma atuação parcial no seu próprio mundo. É como se dissesse “vamos cuidar de nós que somos bem dirigidos e honrados, pois a banda podre que vai crescendo sem barreiras, não pertence a nossa alçada”. Isso representa uma falta de resistência contra o lado fétido da existência que vai contaminando o geral da sociedade até o seio familiar, muitas vezes já sem alicerce nenhum. Sobre a televisão mesmo, é triste constatar a degradação infeliz das edições. Emissoras de conceito como a Globo, por exemplo, apavorada pela concorrência e outras coisas mais que só ela sabe dizer, resolve apelar para a baixaria total, como a mais vulgar das emissoras, a exemplo da prostituição estimulada e explícita do Pedro Bial e seu programa nojento. Alguns programas ainda merecem altos conceitos, mas outros fazem corar a uma família de vergonha ao assistir junta os seus estímulos degradantes.

Temos captados sim, vozes isoladas contra essa fase corrupta dos meios de comunicação, mas vozes que até escondem a identidade com medo do massacre do vulgar. Não existe mais respeito por nada nem por ninguém, num atestado que o “Auto da Compadecida”, está cada vez mais presente e atualizado no meio brasileiro em que vivemos. Nem precisa imitar o Ariano Suassuna da peça de 1955, ela ainda mostra direitinho a omissão de 2012. Uns dizem que é carência de talento, outros falam que a mediocridade é apenas FALTA DE VERGONHA.

LAMPIÃO PULA, MAS NÃO SOBE Clerisvaldo B. Chagas, 27 de janeiro de 2012 Lampião , com sua personalidade complexa, embora não risse aber...

LAMPIÃO PULA, MAS NÃO SOBE

LAMPIÃO PULA, MAS NÃO SOBE
Clerisvaldo B. Chagas, 27 de janeiro de 2012



Lampião, com sua personalidade complexa, embora não risse abertamente, variava muito de humor. Gostava de mandar recados espirituosos tanto para os coronéis fazendeiros, autoridades militares em geral, quanto para governadores. A confiança em dizer tudo que queria a quem desejasse dizer e na hora do desejo era alimentada pela vaidade oriunda do êxito dos seus combates. Assim, à medida que aumentava a confiança em si mesmo e na fama que se expandia com certa velocidade, ia ficando mais saliente nas suas frases catadas pelo povo. Usava o nome ou prenome dos indivíduos para os chistes baratos de cada dia. Para o tenente Bezerra, mesmo, chefe das volantes em Alagoas, deixou um recado irritante e até certo ponto merecido: “Diga ao tenente que não tenho medo de boi velhaco quanto mais de bezerra”.

Acreditamos ter sido em 1926, quando descia do Ceará, Pernambuco, em direção a Alagoas, enganado com a patente de capitão, armado até os dentes que aconteceu o fato.

Deslocavam-se de Santana do Ipanema o sargento Tenório e o cabo Jacinto em direção a Mata Grande e Água Branca, extremos do oeste alagoano. Os dois militares levavam o soldo dos companheiros que atuavam por àquelas bandas. Ambos a cavalo, iam sempre encontrando fugitivos em sentido contrário, que avisavam dos avanços de Lampião rumo a Santana do Ipanema. O sargento era comedido, mas o cabo, arrogante, cheio de piadas e imprudência que só se encontram nos malucos. À boca da noite ambos pararam em uma casa e o cabo foi pedir guarida para o pernoite, enquanto o tenente foi ao mato. Parte da cabroeira de Lampião chegou a casa com os mesmo propósitos, avistando os dois cavalos amarrados. O cabo Jacinto foi preso e acabou-se a arrogância. Uma batida foi feita no escuro, mas o sargento escapulira de lá mesmo de onde estava. Lampião chegou em seguida e indagou “por que esse macaco ainda está vivo?”. Eliminado o cabo Jacinto, Lampião arrancou suas divisas e as colocou no bornal. Entre um a três dias depois, O bandoleiro invadia a vila de Olho d’Água das Flores e mandava as divisas para o governador do estado Costa Rego, com a sua nova tirada humorística: “Diga a ele que eu salto riacho quanto mais rego”.

Lampião não temia boi velhaco. Virgolino era acostumado a escalar arvoretas como imbuzeiro, goiabeira, pereiro ou angico que é um troço cheio de nós dificílimo de abraçar. Não conhecia o loureiro ou louro, árvore originária do Mediterrâneo, cujas folhas serviam de coroas para os vencedores gregos e romanos. E assim, um pouco mais de dez anos após dizer que não tinha medo de Bezerra, desse mesmo animal levou um coice para sempre na grota dos Angicos. E como mandara um recado para o, então, governador Costa Rego dizendo que saltava riacho quanto mais rego, muito bem o rego ele saltou. Mas na hora de subir a árvore não era mais o pé de imbu. À nova árvore do palácio, governador Osman Loureiro que ele não conhecia, não conseguiu subir. Salta riacho e rego, mas não sobe no Loureiro. Que coisa feia! LAMPIÃO PULA, MAS NÃO SOBE.

LAMPIÃO, LUCENA E A CIDADE Clerisvaldo B. Chagas, 26 de janeiro de 2012 Mesmo antes de 1920, o sargento José Lucena de Albuquerque Mara...

LAMPIÃO, LUCENA E A CIDADE

LAMPIÃO, LUCENA E A CIDADE
Clerisvaldo B. Chagas, 26 de janeiro de 2012


Mesmo antes de 1920, o sargento José Lucena de Albuquerque Maranhão (Zé Lucena) já atuava contra o banditismo. Trabalhando em Viçosa, Zona da Mata alagoana e região de Água Branca, no extremo oeste do estado, ia aos poucos, o sargento duro, sério e determinado, mostrando sua coragem aos sertanejos. Ao chegar a década de 20, Lucena consolidou a sua bravura, principalmente ao receber do governo Costa Rego a incumbência de varrer o território de toda a sorte de bandido que perturbava a sociedade, como cangaceiros, valentões e ladrões de cavalos. Com a revolução de 30 houve reveses na vida disciplinada de Lucena, quando chegou a ficar na detenção. Renascido das cinzas, voltou à zona sertaneja com carta branca e muito prestígio, assumindo o comando do recente 2º Batalhão de Polícia com sede em Santana do Ipanema, em 1936. Em Santana, o chefe político, primeiro professor da cidade, senador e coronel Enéas Araújo, já não existia. A outra força civil e econômica, coronel Manoel Rodrigues da Rocha, também não estava mais vivo. Era o coringa com seu reinado absoluto, desde a morte do coronel, em 1920, o padre Bulhões que mandava em tudo em Santana do Ipanema. Lucena juntou-se a ele numa parceria unha e carne no equilíbrio esdrúxulo entre a espada e a batina.

O batalhão era a sede de todas as forças volantes, espalhadas em pontos estratégicos do sertão, tendo Lucena como comandante absoluto e o tenente João Bezerra como chefe dessas volantes, não deixando de comandar, porém, a sua própria organização. Inflexível cumpridor do dever e reconhecido como um dos mais bravos oficiais do Nordeste a perseguir Lampião, deram-lhe o apelido de inimigo número um em Alagoas, do bandido Virgolino Ferreira. Apesar de chefes de volantes valentes e resolutos como Porfírio, Joaquim Grande, Calu e depois um aspirante Francisco, Lucena foi tolhido em suas ações pelo jogo duplo do tenente Bezerra que se tornou amigo e coiteiro de Lampião. Com o cabeça do cangaço, o chefe das volantes vivia a jogar baralho, a comer buchada e a fornecer munição, quando disso mais precisava Virgolino, espremido entre Sergipe e Alagoas, acossado pelo Nordeste inteiro. Após a denúncia forçada dessa situação vexatória do Velho Bié das Emendadas e o aperto de “pocar o cocão”, do governo estadual, vai chegando o início do fim para Lampião.

Lucena, tendo agora o verdadeiro herói de Angicos nos calcanhares de Bezerra (espião, honesto e duro aspirante Chico Ferreira) e o tenente Joaquim Grande deslocado para a zona das Emendadas, quebra-se a corrente Bezerra-Lampião. O prenúncio é o ataque pressionado de Bezerra a fazenda Patos, o ataque de Gato e Corisco a Piranhas e uma sucessão de combates menores, ─ agora inspecionados de perto por Lucena ─ até o epílogo do todo poderoso Lampião em Sergipe, na Grota dos Angicos, em 28 de julho de 1938. De longe os repórteres perguntavam sobre LAMPIÃO, LUCENA E A CIDADE.




FERNANDES LIMA Clerisvaldo B. Chagas, 25 de janeiro de 2012           Não. Não queremos falar sobre o indivíduo em si, sua personalidade ...

FERNANDES LIMA

FERNANDES LIMA
Clerisvaldo B. Chagas, 25 de janeiro de 2012

          Não. Não queremos falar sobre o indivíduo em si, sua personalidade de homem público na história das Alagoas. Estamos nos referindo, na verdade, a comprida lagarta cinza que nos conduz ao centro de Maceió. Lagarta essa que na capital alagoana é responsável por uma grande dose diária de nervoso do trabalhador. Os condutores dos milhares de veículos que por ali trafegam, quando não levam o chamado credo na boca, pronunciam sonoros palavrões de coleções diversas. O mínimo descuido do motorista que fala mal da sogra ou da ponte que caiu, poderá levá-lo ao embrulho das ásperas discussões, aos degraus das delegacias ou mesmo ao esbranquiçado muro de cemitério. Enfrentar um calibre 38 na boca do caixa, não é raridade para os que dão ou sofrem desde os famigerados triscas a coisas mais sérias que infernizam a hora e a vez. A passagem obrigatória diária pelo trecho vai fazendo parte do termômetro do humor santificado. Além da fila, congestionamento e batidas, os sons de veículos socorristas vão berrando nos seus ouvidos como programados filmes fantasiosos japoneses da nova geração.
          Planejam soluções; por cima, por baixo, de lado, enquanto o tempo avança sem aguardar as finais “peiticas” políticas, arrepiadoras de cabelos. Mas as montadoras que estão no Brasil não querem saber sobre esse importante departamento e não param a produção de novas máquinas em busca de recordes extraordinários e de lucros formidáveis. A última novidade é um projeto para engolir o canteiro central da avenida com seu jardim quilométrico e um assentamento “bacana” de trilhos de ferro para o chamado metrô de superfície. Ninguém ignora mais que uma das soluções para o trânsito avassalador, é o transporte coletivo de qualidade, principalmente nas grandes metrópoles. Não custa nada perguntar ao leitor esperto, se após essa realização, não impossível, as fábricas irão dar um tempo na produção de carros de passeio. Com o poder aquisitivo em ascensão, cada pessoa desse país almeja possuir seu próprio transporte, provado ser um dos três primeiros desejos do homem moderninho. Como, então, solucionar esse problema em definitivo, substituto dos fogosos cavalos de sela dos séculos XIX e XX?
          Conhecemos vários profissionais taxistas do interior no engano da capital. A Fernandes Lima sempre foi citada como fator número um na desistência da profissão ou no retorno às origens. Mas a avenida acima não é hoje sozinha a culpada do estresse no tráfego de Maceió. Tem outras vias construídas para desafogar e que estão agora sendo chamadas “Fernandinhas”. Você pode até dormir com elas, mas que estão ficando “cabulosas”, não tenha dúvida. As curvas estão no padrão que você gosta, porém, os inconformados dizem que o buraco é mais embaixo. Bem, questão de buracos já pertence à outra repartição. Quer arranjar um caso com as Fernandinhas ou fica com a mãe mesmo, a encrenqueira Avenida FERNANDES LIMA?

O TREM DE PIRANHAS Clerisvaldo B. Chagas, 24 de janeiro de 2012         Uma das melhores notícias dos últimos tempos foi à volta do trem...

O TREM DE PIRANHAS

O TREM DE PIRANHAS
Clerisvaldo B. Chagas, 24 de janeiro de 2012

        Uma das melhores notícias dos últimos tempos foi à volta do trem de Piranhas, cidade presépio de Alagoas. Foi a linha férrea muito importante para o desenvolvimento do Sertão do São Francisco, o médio e alto sertão do nosso estado. O trem possuía trecho entre Piranhas (Al) e Jatobá (Pe), levando pessoas e  mercadorias para o interior, abastecendo a região de produtos industrializados. Os navios subiam o São Francisco e entregavam mercadorias da Bahia e de Pernambuco em Pão de Açúcar e Piranhas. Dali o trem, tropa de burros e frota de carros de boi, encarregavam-se de abastecer uma região que vivia do gado, da agricultura e da pesca fluvial. Deixou saudade, quando o trem fez a última viagem no dia 31 de março de 1964. A preferência do Brasil pelo sistema rodoviário de transporte levou ao abandono a estrada de ferro em muitos lugares do país. Com o plano de revitalização para cidades ribeirinhas do São Francisco, Piranhas, estagnada durante décadas, parece resgatar o seu antigo sucesso quando era movimentado entreposto comercial, permitindo acúmulo de riquezas para vários e o surgimento de casarões e coronéis que dominaram boa parte de águas e terras do baixo São Francisco.
         A volta da máquina irá impulsionar uma nova realidade nesse renascer da urbe. Puxada pelo turismo planejado a mídia mostrou a face de Piranhas para o resto do país e parte do mundo. Não está claro ainda para os ecologistas se a máquina, tipo Maria Fumaça, isto é, movida a vapor (lenha e água) modelo alemã fabricada em 1929, vai usar a lenha da região, contribuindo com desmatamento já adiantado. E se após o trem também vier o teleférico, como se fala, temos razão de sobra para acreditar numa mudança (inclusive de mentalidade) em outros municípios próximos a Piranhas que poderão se beneficiar como o núcleo turístico da cidade que foi invadida pelo cangaceiro Gato e Corisco. A hidrelétrica de Xingó, o “canyon” do São Francisco, o museu de Piranhas, o artesanato de Entremontes, as histórias cangaceiras e o próprio cenário espetacular, vão atrair bastantes pessoas do mundo inteiro. Portanto a notícia de que a nova velha máquina irá desembarcar na cidade na próxima quinta-feira, é de fato uma notícia tão boa quanto o VLT Maceió – Satuba.
          Pelo que entendemos a via férrea não terá de volta o antigo trecho de Piranhas a Jatobá. O seu limite será em torno de 12 km para o setor da hidrelétrica e parte do “canyon”. Ora, aos poucos a cidade de Piranhas vem arrebanhando os visitantes da própria região que antes procurava Pão de Açúcar. Com organização para um acolhimento a esse turista local, a cidade foi sendo divulgada e alcançou a mídia com um sucesso arrasador. Não vemos a hora de alisarmos as poltronas dessa tal Maria Fumaça e sair por aí fumarando pela beira do rio. E se passeio de canoa já é bom, imagine de Maria. Aplausos para a iniciativa. A atração agora será O TREM DE PIRANHAS.




































MORENO E DURVINHA Clerisvaldo B. Chagas, 22 de janeiro de 2012          Para quem aprecia histórias de cangaceiros, por certo ficou de q...

MORENO E DURVINHA

MORENO E DURVINHA
Clerisvaldo B. Chagas, 22 de janeiro de 2012

         Para quem aprecia histórias de cangaceiros, por certo ficou de queixo caído quando nos últimos anos os pesquisadores descobriram Aristeia. É que no arrastão das pesquisas, puxaram na rede do casal Moreno e Durvinha que passou a ser simpático ao público pela idade avançada e lucidez. A cangaceira alagoana Aristeia, antes, forçada pelas circunstâncias, deixou Capiá da Igrejinha, entrou com alguns familiares no grupo do cangaceiro Moreno, passando a atuar quase somente no sertão de Alagoas. Para quem não sabe, Moreno (não confundir com outro cangaceiro chamado Mané Moreno, considerado o mais mole do bando) tinha vontade de ingressar na polícia, mas foi mais de uma vez rejeitado em outros estados por ser baixo e franzino. Com sua frustração às costas, José Antonio Souto, deixou o seu Pernambuco e veio para Santana do Ipanema, Alagoas, onde começou a trabalhar de barbeiro na cidade e, no campo, de agricultor. Na roça, recebeu uma visita do célebre cangaceiro do estado maior, Virgínio, cunhado de Virgolino, que pedia duzentos mil reis ao patrão de José Antonio, através de carta. Aconselhado por José Antonio, o proprietário deu o dinheiro aos bandidos. Souto foi convidado para acompanhar o bando e, frustrado no lado policial, aceitou convite e entrou no cangaço pelo subgrupo de Virgínio.
          Virgínio tinha como companheira a baiana Durvalina Gomes de Sá, conhecida como Durvinha. Logo que Moreno ingressou no cangaço, dois ou três dias depois, Virgínio trouxe um “presente” para ele. Era um prisioneiro. Compreendendo que aquele era seu teste, Moreno sentiu que morreria se falhasse e assim matou o preso para satisfação do subgrupo. Virgínio pediu para que todos os outros cangaceiros o chamassem de Moreno. Logo, logo, também surgiu a oportunidade de um tiroteio onde Moreno se sobressaiu. Passou a ser de confiança. Com pouco tempo Virgínio foi emboscado e morto em Pernambuco assim que saiu de Alagoas, onde acabara de praticar um crime na região de Água Branca. Havia uma lei no cangaço que ao ficar viúva, a ex-companheira teria que escolher dentro do bando um novo parceiro. Jamais poderia ir embora. Foi assim que Durvinha passou a pertencer pelo resto da vida a Moreno. Pelo resto da vida, porque o casal sobrevivera a Angicos e abandonara o cangaço fugindo pelas caatingas até atingir Minas Gerais, onde viveu disfarçado até à velhice.
         Moreno e Durvinha foram os penúltimos cangaceiros, perdendo somente por questões de dias, de Corisco e Dadá, os últimos. Durvinha faleceu primeiro, depois Moreno, após ganharem notoriedade na televisão, Internet e no mundo dos pesquisadores do cangaço. Foi com Moreno e Durvinha que a outra cangaceira Aristeia viu morrer seu companheiro nas caatingas de Alagoas. Entregue a polícia, Aristeia depois foi solta graças a pessoas influentes como Pedro Gaia, prefeito de Santana e Pedro Agra, comerciante na mesma cidade. Aristeia achava Durvalina, sua amiga, a mulher mais bonita do bando. É fácil hoje encontrar a história de Aristeia, MORENO E DURVINHA.