terça-feira, 18 de julho de 2017

OS OLHOS DOS GOVERNOS

OS OLHOS DOS GOVERNOS
Clerisvaldo B. Chagas, 19 de julho de 2017
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.696

Plantação de eucalipto. Foto (Agência Alagoas).
Não existe história de Alagoas sem a cana-de-açúcar que csa o senhor-de-engenho a chamar-se usineiro, mas permanecem as extensas propriedades produtoaracterizou os primeiros movimentos agrícolas no estado. E com os engenhos iniciais e a expansão da lavoura canavieira, misturam-se as narrativas escravagistas, nódoa não retirável dos nossos acervos. Modernizando-se o engenho, usina toma conta como nova denominação no fabrico do açúcar. Pasras de cana deixando Alagoas como produtor destaque. Todavia, é sabido que a monocultura não é coisa de muita garantia, uma vez que sempre houve altos e baixos na balança mundial quebrando seus produtores. Os exemplos estão aí por todas as partes com o café, o açúcar e a borracha no Brasil.
A choradeira no campo dos canaviais não é de hoje chegando até a provocar a titulada Guerra dos Mascates.
Visando a diversificação da cultura canavieira, vamos apreciando e apontando novas paisagens nos tabuleiros com o plantio do eucalipto que a exemplo da própria cana-de-açúcar, vai aos poucos se expandindo em outro cenário.
Registramos inúmeras pessoas à margem da pista colhendo feijão-de-corda de enorme área que antes pertencia à cana. Esse feijão aparece sendo vendido no comércio de Maceió, onde muitas vargens são debulhadas na hora da venda.
Pelo que estamos entendendo, porém, a grande aposta para o futuro agrícola dos tabuleiros, além do eucalipto, é a produção de milho e soja. E até existe um modo de pensar que se toda a produção de cana fosse substituída por feijão comum e milho, talvez os preços estivessem sempre ao alcance da pobreza pelo volume produzido anualmente. Mas logo outro raciocínio se contrapõe. Sendo o maior abastecedor de alimentos do mundo, todos esses grãos iriam ser exportados e nós permaneceríamos como antes.
Seja como for, enquanto são investidos milhões pelo governo e particulares na produção de milho e soja na Zona da Mata, continuamos sem o algodão que erguia o sertanejo nos antigos meses de setembro.
Fecharam todas as algodoeiras e nos deixaram apenas às terras exauridas que não produzem mais nada. Nem mandacaru.








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