CABULOSO Clerisvaldo B. Chagas, 24 de julho de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 4449   A palavra “Cabuloso” par...

 

CABULOSO

Clerisvaldo B. Chagas, 24 de julho de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 4449

 



A palavra “Cabuloso” parece ser exclusiva do povo alagoano. Vim conhecê-la  quando criança, em Maceió e fui ouvi-la depois esporadicamente e, até nos últimos tempos na boca de um  alto político do estado que tinha esse linguajar raiz. E, obedecendo a esse linguajar regional que nunca pretendo abandoná-lo, vim chamar de “cabulosa”, essa missão do escritor de corrigir livro após enviá-lo para a  impressão. A gráfica, antes de imprimir um livro, ela envia a prova, chamada popularmente de “boneca”, para o autor verificar qualquer erro que possa ter acontecido. É essa a missão cabulosa a que me refiro. Estamos mais uma vez corrigindo uma “boneca”, tarefa que exige muita paciência e paz de espírito para sua realização. É necessária? É. Mas, não deixa de ser cabulosa.

No momento estou verificando a “boneca” de um novo livro. Trata-se do documentário BARRA DO IPANEMA, UM POVOADO ALAGOANO. Barra do Ipanema é um paraíso do rio São Francisco  localizado no município de Belo Monte, dois quilômetros abaixo da sede. O livro que conta sua história desde o século XVII, proporciona ao leitor e a leitora muitos conhecimentos num misto de lazer e pesquisa. O  livro BARRA DO IPANEMA, é fruto do seu antecessor IPANEMA, UM RIO MACHO, interessa de perto às três cidades de Alagoas banhadas pelo rio Ipanema, como Poço das Trincheiras, Santana do Ipanema e Batalha, além da própria Belo Monte que não é banhada por ele, mas o município, sim. Vários outros povoados dos quatro municípios citados também são banhados pelo Panema.

Por falar no assunto, chega-se a Belo Monte através da cidade de Batalha, cuja rodovia entre ambas as cidades já se encontra asfaltada. Esperamos chegar a Belo Monte no início de agosto rodando pelo asfalto dali pela primeira vez. Quem vem da capital Maceió, o melhor roteiro é passar por Arapiraca, seguir para Batalha e “queimar o chão” até Belo Monte. Porém, querendo seguir para o povoado sem entrar na sede, existe uma bifurcação bem perto do rio que guiará o seu destino. Tudo vale a pena.

 



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