OS CORONÉIS Clerisvaldo B. Chagas, 29 de julho de 2026 Escritor símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3452   Os chamados Coronéis ...

 

OS CORONÉIS

Clerisvaldo B. Chagas, 29 de julho de 2026

Escritor símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3452



 

Os chamados Coronéis do Sertão e que na zona canavieira eram denominados Senhores de Engenho, Já traziam em si, o  instinto bruto da escravidão, do mando, antes mesmo das patentes compradas ao governo central. Foi a Guarda Nacional, criada pelo padre Diogo Feijó, quem distribuiu aos civis as patentes militares aos   homens ricos, políticos, intelectuais e assim por diante. Desse modo além de muitos fazendeiros ricos terem essas patentes compradas, também, vários deles eram chamados coronéis pelo próprio povo pela sua riqueza e não pela patente comprada. Nem todos coronéis e majores do Sertão eram bandidos e matadores de gente, embora,  as imagens sobre o coronel sempre estejam ligadas a todas as perversidades conhecidas.

Em Santana do Ipanema, havia ainda no tempo de vila, o coronel Manoel Rodrigues da Rocha, enriquecido com couros e peles no São Francisco sergipano e sendo antigo sapateiro em Águas Belas, estabeleceu-se em nossa cidade. O coronel era avô do futuro escritor/contista, Breno Acioly. Era industrial, comerciante e fazendeiro e muito investia na vila. Tornou-se ponto de referência da época, a grande liderança da região, porém, um coronel pacato, social e amigos de todos. Tornou-se amigo de Delmiro Gouveia e com ele tinha planos de trazer a luz elétrica de Paulo Afonso para Santana    Ipanema. O domínio da sua liderança terminou com a sua morte em  1920, quando faltava bem pouco para Santana ser elevada à cidade.

 O coronel Manoel Rodrigues da Rocha, Importou muito material da França para uso nas suas construções como corrimão de escadaria, estátua de deusa grega  para fachadas de prédio, vidraças coloridas e objetos para o lar como piano, espelho e mais. Hospedava pessoas ilustres e abria as portas do seu casarão para o folclore de épocas com uma vida ativa na sociedade em que vivia. O primeiro juiz de Santana do Ipanema, era seu genro. No futuro, foi homenageado com seu nome na praça central da cidade e que permanece até os nossos dias. Três grandes casarões construídos por ele, ainda hoje fazem parte do Trio Arquitetônico do Comércio, patrimônio impagável de Santana do Ipanema.



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