VELAME Clerisvaldo B. Chagas, 4 de agosto de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3454   Durante décadas, andamos n...

 

VELAME

Clerisvaldo B. Chagas, 4 de agosto de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3454



 

Durante décadas, andamos na caatinga, caçando, passeando, visitando, pesquisando, descobrindo.  Mas havia uma coisa que sempre nos chamava atenção, principalmente quando caíam as primeiras chuvas: O perfume educado e gostoso que tomava conta de toda a vegetação. Foi preciso décadas para entender que havia um carro chefe daquela gostosura toda. Posso até não está certo, mas cheguei à conclusão de que o grosso da imensa perfumaria do mato era proveniente de uma arbusto de folhas sedosas, pequenas e de aspectos desbotados;  o velame que sempre está presente ladeando trilhas  acompanhando riachos, rodeando lajeiros. Mesmo assim é um tipo de mato discreto e só chama atenção para quem o conhece.

O velame é popularmente conhecido por suas propriedades medicinais, sendo utilizado na dor de estômago, mal estar gástrico, vômitosdiarréia com sangue e para baixar a febre. Além das propriedades farmacológicas, seu óleo essencial apresenta atividade larvicida contra Aedes aegypti, antibacteriana e cicatrizante. O seu inebriante perfume é muito usado pelas abelhas  da caatinga atraídas por eles e produzem um mel gostoso, aromático e delicado. No verão, o velame fica um pouco emurchecido e de aspecto feio. No inverno, enche muito, fica encorpado, viçoso e mais atraente. Uma antiga diretora de escola me dizia que o seus pai, mandava todos os dias que ela arranjasse os “olhos” dessa planta para fazer chá para afinar o sangue.

Em referência ao poderoso arbusto, existem lugares que levam o seu nome. Inúmeras vezes passei beirando a “Fazenda Velame”, de senhor de muitas terras, em Poço das Trincheiras. Ali estava honageado o vegetal que bem sabe como perfumar o Sertão. Mas, aquela planta nativa de folhas desbotadas, aveludadas e pilosas, não proliferam somente nas ricas propriedades rurais. Surge nas terras do ricos, nas terras dos remediados, nas terras do pobres. Estar à disposição de todos para servir, assim como o homem de boa vontade. Assim, o arbusto VELAME, feio no verão, bonito no inverno, é médico e amigo no Sertão.

VELAME (AUTOR NÃO IDENTIFICADO).

 

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  BOM-NOME Clerisvaldo B. Chagas, 31 de julho de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3453                             ...

 

BOM-NOME

Clerisvaldo B. Chagas, 31 de julho de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3453

                                                              


                                                                     

Bom-nome é uma arvoreta do sertão e agreste que mede entre quatro e seis metros de altura (Monteverdia rigida). Árvore depequeno porte e que ocupa parte seca da caatinga. Conforme a região, também é chamada chapeú de couro e Pau-de-colher. Seu tronco é irregular formado por muito galhos, a  de  bota flor e é muito ,apreciada nos sertão do Nordeste. É muita utilizada pelo sertanejo por ser dura e densa, em peças que exigem resistência. Faz parte das particularidas de carro de boi e se apresenta como medicianal para diversasos incômodos dos humanos. O bom-nome possui flores pequenas, esverdeadas ou branca, sem muito perfume. Tem seus significados para o homem do campo, quando começa a florada. Amplamente popular no semiárido.

´´E muito usada pelos raizeiros, em garrafadas. Dizem que estimulam o sistema Nervoso Central, é antioxidante, antidiarréica, anti-inflamatória, antiulcerogênica e aintiespasmódica. Suas cascas ttem servido para furúnculos e pancadas. O Bom-nome, pode até não ser uma arvoreta formosa, mas sua utilidade nos meios sertanejos, é de grande valor conhecido por raizeiros, artesãos e agricultores que sempre estão em busca das suas serventias. Primeiro foram os indígenas que descobriram suas virtudes, repassadas para o homem branco. O Bom-nome sempre está na linha de frente com tantas outras árvores famosas do Sertão que preenchem a literatura, como o Juzeiro, o Angico, A Aroeira, o Imbuzeiro, a Quixabeira... Estar presente em todos os estados nordestinos.

BOM NOME (DIULGAÇÃO).

                                                                       

 

 

 

  ELE CHEGOU Clerisvaldo B. Chagas, 3 de agosto de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano                                           ...

 

ELE CHEGOU

Clerisvaldo B. Chagas, 3 de agosto de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

                                                      Crônica: 3452                                                     

 



Como foi o final de julho e o início de agosto no Sertão. Ora, na madrugada do último para o primeiro dia,  aproximadamente às quatro horas, encanou um frio de matar sapo que subiu pela calha do rio Ipanema, vindo nem sei de onde. Aquele tipo de frio em que você veste dois casacos, dois lençóis e não dispensa meias. Jesus! Mesmo assim, os pardais já se remexiam inquietos nos ninhos, com a aproximação da aurora. Nada de chuva, nada de sereno, céu nublado em gazes brancas. Naturalmente, guiado apenas pela tradição, agosto já traria a sentença pronta dos seus primeiros quinze dias. Mas, o dia amanheceu com branco marfim no céu imenso como se a sentença antiga fosse a mesma. Porém, o Rei dos Astros foi aos poucos furano o bloqueio  e ainda no meio da manhã deixou o céu azul profundo.

O tempo, então, virou primavera, Será que agosto virá com aquelas  pragas de lagartas e frieza que matava a lavoura? Agosto continuará o ritmo de chuvas finas e escassas como os meses anteriores?  Será que vai seguir a cartilha do cara preta do El Niño?  Ou vai mudar o rumo das coisas e trazer chuvas intensas e encorpadas nesse Sertão de meu Deus... O certo é que o mês do Dia dos Pais é sempre cheio de surpresas  incríveis no Brasil. Esperamos que essas surpresas sejam agradáveis para redimir a fama de cruel, acumulada. Enquanto isso, vamos nos articulando para relançar o livro SANTANA: REINO DO COURO E DA SOLA na comunidade da sua história, a região de antigos curtumes no  Bairro Maniçoba/Bebedouro.

Segundo o escritor, editor e jornalista, José Malta, o citado livro já estar sendo distribuído  nas escolas onde serão trabalhados pelos alunos, sobre esses importantes episódios desconhecidos pela juventude sobre a história de Santana dom Ipanema.  Na segunda fase dessas ações, ainda segundo o editor Malta, o autor do livro acima deverá se apresentar nas escolas quando os alunos poderão conhecê-lo e fazer indagações na própria fonte. Assim, escritor  e editor se unem em prol da causa cultural, especificamente da juventude, pela história da terra.

MÊS DO MEU PAI (FOTO: (ACERVO DE FAMÍLIA)