SOBRE MIM

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.
AGRICULTURA MEDITERRÂNEA Clerisvaldo B. Chagas, 4 de outubro de 2022 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 2.778 Mesmo que ...
AGRICULTURA
MEDITERRÂNEA
Clerisvaldo
B. Chagas, 4 de outubro de 2022
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.778
Mesmo
que você não aprecie o gênero, leia este belo texto.
“Na
região mediterrânea clima impõe ao agricultor difíceis condições de produção e
de vida; o relevo é, em geral, acidentado, vindo as colinas e montanhas quase
até o mar onde se encravam pequenas planícies. O clima apresenta verões secos e
longos, e as planícies da Itália, da Espanha e da Argélia são, às vezes,
transformadas em campos de cultura irrigada onde se cultivam a vinha, cereais,
ou legumes e frutas ou transformadas em campos de pastagem. A cultura de
cereais, trigo, centeio sobretudo, embora feita com baixos rendimentos, ocupa
grandes áreas; a cultura mais importante, porém, aquela que marca bem a
paisagem das vastas planícies e encostas é a da vinha, que contribui para a
grande produção de vinho da França, da Itália, da Espanha e da Argélia.
Tem
ainda grande importância a arboricultura, salientando-se a oliveira, o
pessegueiro, o abricoteiro (esses dois originários da China) e nas áreas mais
quentes a laranjeira e o limoeiro que os árabes introduziram após a invasão
muçulmana. O castanheiro e a amendoeira são também árvores típicas do mundo
mediterrâneo.
A
pecuária é representada principalmente por carneiros, sendo numerosos também os
bovinos, os cavalos e os asnos. Como no verão as pastagens da planície secam,
costumam os pastores levar o gado para as montanhas, fazendo aquela migração
que é conhecida como transumância. Toda a história dessa região
está marcada pela luta entre pastores e agricultores.”
ANDRADE, Manoel C. &
SETTE, Hilton. Geografia Geral, São Paulo, Brasil, págs.268-269
Mesmo
com todas as dificuldades de relevo e clima, você deve ter ouvido falar que a
alimentação mediterrânea é considerada a melhor do mundo. E se você gostou da
beleza do texto em si, voltaremos, talvez, com os vários tipos de agricultura
praticados no Brasil, com os dois extremos: agricultura de plantation e
agricultura de roça. Afinal, é o agronegócio que está no momento em evidência
em nosso País.
VINHEDO
ESPANHOL PROXIMO AO MAR MEDITERRÂNEO (FOTO: DREAMOSTING.COM)
VEIAS E CAPILARES Clerisvaldo B. Chagas, 3 de outubro de 2022 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 2.777 Gravatá, Camoxi...
VEIAS E CAPILARES
Clerisvaldo
B. Chagas, 3 de outubro de 2022
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.777
Gravatá,
Camoxinga, Tigre, João Gomes e outros mais, irrigam as terras santanenses. São
fios d’água temporários ou intermitentes, assim como seu grande coletor, o rio
Ipanema. São assim denominados porque escorrem em épocas de chuvas e secam em
tempo de estio. Mas a Natureza é muito caprichosa e tudo faz para agradar ao
ser humano e que ele nem sempre corresponde. Pois, mesmo na época de estiagem,
alguns pontos ao longo desses riachos, formam poços em depressões do leito,
quase sempre em lugares de muitas pedras fixas e desgastadas pelas cheias
milenares. Grande parte do leito seco é somente monotonia, é verdade, mas os
poços das águas que sobram das cheias e encontram lençol freático, quase sempre
estão cercadas por belas pedras fixas e lisas e árvores frondosas que
ultrapassam facilmente 15, 20 metros de altura, tendo a craibeira como exemplo.
Esses
lugares aprazíveis são verdadeiros oásis e servem aos humanos para acampamento,
pesca miúda, banho, convescote e retiro espiritual. Não faz tanto tempo assim,
tínhamos um retiro espiritual do Movimento Bíblico de Santana do Ipanema, às
margens e no leito do riacho Tigre, em Maravilha. Mas o Tigre de Santana do
Ipanema também tem seus encantos, sendo riacho de montanhas, além de ser
afluente do riacho Camoxinga. Em qualquer um desses fios d’água citados acima,
você poderá iniciar um movimento de lazer, sendo bastante confabular com os proprietários
das terras porque não encontramos trechos de riachos sem donos.
Foram
por esses e outros inúmeros riachos do Sertão que os desbravadores subiram
desde o Rio São Francisco até alcançarem o território pernambucano, no caso da
Ribeira do Panema, a vila de Cimbres. Eles, os riachos, são faixas alongadas de
umidade que proporcionaram a sobrevivência do caboclo nordestino em terras
semiáridas; a criação de várzeas, baixios ou baixadas com mais oportunidades de
vida para os rebanhos bovinos e ovinos. Enfim, um refrigério para a luta
renhida e diária dos que teimaram em produzir. São veias e capilares dos rios
coletores que a Natureza providenciou para sustentar os terráqueos. Riachos,
arroios, córregos ou “corgos” como suprimem os menos letrados, não importa o
regionalismo cultural, mas sim a intimidade perene entre o homem e o meio.
POÇO
DO JUÁ NO RIO IPANEMA, AO FUNDO. (FOTO: B. CHAGAS).
SÓ VENDO DE PERTO Clerisvaldo B. Chagas, 29/30 de setembro de 2022 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 2.776 O terreno fe...
SÓ
VENDO DE PERTO
Clerisvaldo
B. Chagas, 29/30 de setembro de 2022
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.776
O
terreno federal e gigante vai desde a Rua Pedro Gaia, até a Rua Prof. Aloísio
Ernande Brandão, numa compridez de cerca de 800 e uma largura calculada em 500
metros. Área completamente abandonada ao lado do Complexo da Saúde e da Educação
santanenses, também é insalubre igual ao restante do espaço dominado pelo
riacho Camoxinga. Água escorre dia e noite naquela área vinda do alto da chamada
Rua das Pedrinhas que engloba vasta parcela do vizinho Bairro Lajeiro Grande.
Dentro do terreno algumas construções de alvenaria (4 ou 5) estão em ruínas. Completamente
cercado por arame farpado ou muro de alvenaria, tem sua entrada sem portão,
partes caídas permitindo o livre trânsito de quem quiser por ali perambular.
Estivemos
visitando as imediações e contemplando o abandono que em parte cria capoeiras e
até uma pequena floresta defronte de uma escola, do outro lado da rua. Que
pena! Que absurdo! Ali, após um saneamento do terreno baldio, daria grandes
coisas que a cidade necessita: uma feira de gado com todas as repartições para
bovinos, caprinos, suínos, equinos, asininos, muares e galináceos e ainda
sobraria terreno; um hospital ou dois; um Campus para qualquer Universidade e
muitas outras construções necessárias e indispensáveis à sociedade. Vários cidadãos
presentes por ali, inclusive comerciantes, lamentavam o desprezo a que está
submetido essa área que também poderia ser transformada num parque ecológico e
ponto de caminhadas para toda a à população.
Enquanto
comprar um terreno em Santana do Ipanema fica cada vez mais difícil, tendo em
vista o preço, o terreno federal muito maior do que um campo de futebol vive
abandonado e no momento somente serve para descarte de metralha, trilha de
cortar caminho, criar mosquito da dengue e juntar mato. Ali já funcionaram
repartições federais e municipais, entretanto, o momento é lamentável,
principalmente quando se comtempla as ruínas dos prédios em alvenaria. Há quem
diga, sobre o uso do terreno abandonado, ser motivo de esconderijo da
marginalidade que desce das imediações da Rua das Pedrinhas para aterrorizar
habitantes da área do Colégio Estadual, Aloísio Ernande Brandão e São
Cristóvão. Infelizmente não tivemos êxito em fotografar o local. Apresentamos
uma foto de outra região.
A
quem recorrer?
RUÍNAS
ILUSTRAÇÃO DE UBATUBA (DIVULGAÇÃO GOV.)

Sou Clerisvaldo B. Chagas, romancista, cronista, historiador e poeta. Natural de Santana do Ipanema (AL), dediquei minha vida ao ensino, à escrita e à preservação da cultura sertaneja.