DECISÕES INHAS (Clerisvaldo B. Chagas, 23 de novembro de 2010)      Conta uma anedota que em determinada farmácia havia um funcionário gago...

DECISÕES INHAS

DECISÕES INHAS
(Clerisvaldo B. Chagas, 23 de novembro de 2010)
     Conta uma anedota que em determinada farmácia havia um funcionário gago e fanho. Como balconista até que o gago estava se saindo bem. Atendia e despachava com presteza até o dia em que apareceu um rapaz semelhante. Sob a observação do dono do estabelecimento, o cliente indagou ao balconista: “Hem inha?” O funcionário ─ irmão das mesmas deficiências ─ respondeu de imediato: “hem não”. O freguês saiu, deixando o dono da farmácia bastante curioso. Tanto é que o homem dirigiu-se ao seu empregado perguntando o que o rapaz de fora queria. O balconista disse, então, que ele procurava “inha”. Como o patrão não entendeu, o fanho tentou explicar o tempo todo o que era “inha”, mas não conseguiu. O dono do estabelecimento pensou que nesse caso somente um fanho poderia traduzir a fala do primeiro. Mandou que viesse um galego também gago e fanho que trabalhava na feira vendendo laranjas. O galego, um meninão, foi encarregado de perguntar ao balconista o que o cliente procurava. Após a conversa, o dono da farmácia indagou ao galego o que o cliente queria. Ele respondeu: “hiria inha. O inhor hão sabe o ê é inha hão?” Deu às costas irritado e foi vender as suas laranjas.
     Infelizmente vamos tacando na tecla roxa de levar pancada. O trânsito de Santana sempre foi levado em banho-maria. Muitos que deveriam estar à frente da luta pela melhora, preferem calar por conveniência. Não querem se indispor com “A”, “B” ou “C”. E assim vão engolindo com farinha suas responsabilidades, esperando que terceiros tomem sozinhos às dores que a eles pertencem. A urbe vai formando uma sociedade que só se preocupa com seus próprios segmentos trabalhistas. Deixe o caos tomar conta de tudo. “Isso é com o juiz, com o comandante do batalhão, com o delegado, com o promotor, com o prefeito ou com a Câmara de Vereadores”. E assim aguardam por vozes esporádicas e solitárias que não encontram eco. Não existe uma resistência compacta contra as mazelas simples e graves que pululam numa cidade polo, quase sempre entregue ao oscilante humor do Executivo.
     Se uma sociedade não luta pelo seu desenvolvimento geral, ela própria afunda no marasmo, na conivência, na tremura do desinteresse. Como o indiferente pode reivindicar emolumentos? Quando uma voz isolada se alevanta, logo o som é abafado pelos garranchos tampões dos abnegados gansos do poder. Nessa babel tresloucada em que se transformou o trânsito de Santana e muitíssimas outras coisas, também alguns renomados escritores, jornalistas e radialistas da terra preferem passar manteiga no pão. Quanto mais escolado é o homem, maior responsabilidade e berros pelos malfeitos da sua terra. Será que alguém vai colocar ordem na casa? Por enquanto, ninguém se entende com ninguém. Estamos atravessando um período fraquíssimo e de DECISÕES INHAS.

INÍCIO DE SEMANA (Clerisvaldo B. Chagas, 22 de novembro de 2010)        Entre as várias resoluções dos homens, encontramos alguns tipos em...

INÍCIO DE SEMANA

INÍCIO DE SEMANA
(Clerisvaldo B. Chagas, 22 de novembro de 2010)
     
 Entre as várias resoluções dos homens, encontramos alguns tipos em relação à serventia. Existe o que não gosta de servir; o que serve somente quando solicitado e o que serve em todos os lugares e ocasiões sem pedidos de ajuda. Levando esse geral para o campo mais próximo, conhecemos em nossa sociedade tipos que davam esporros em quem pedia; outros que ajudavam com sermões à frente; outros ainda que serviam sempre que solicitados e ainda os que tomavam a iniciativa do socorro sem nenhum pedido. Escapa desse enquadramento, um tipo de hábitos estranhos. Rico, prestador de serviço, fazendeiro e político, ficava com o produto da mendicância de quem fosse lhe solicitar auxílio. Fatos tristemente presenciados por vaqueiros e familiares da fazenda.
     Existem os ricos que adquiriram seus bens através de certas facilidades como loterias, prêmios, sorteios, heranças, divisões em família ou diversas outras formas. São riquezas que fazem parte do patrimônio de maneiras honestas sem nenhuma contestação. Mas o amor exacerbado ao que possuem, faz esquecer que tudo que veio às mãos, foi obra de Deus. Os frutos dessa dádiva são para beneficiar também os necessitados. Geralmente nada, absolutamente nada sai daquelas mãos fechadas, do cofre inexpugnável. Afora aos seus mais próximos, nem mesmo o que chamamos café pequeno.
     Por outro lado, temos os que adquiriram patrimônios até semelhantes, não com aquelas facilidades, mas à custa do trabalho, do suor e de muitos sacrifícios. Assim deixaram a situação de penúria até a coroação da batalha do ter. Entretanto, esses também ─ assim como os primeiros ─ não gostam de servir. Alegam que tudo custou caro, noites de sono, dias de fadiga e privações. Encaramujados nas íntimas amarguras, cada pedido de socorro é um mergulho no antigo sacrifício para expulsarem um não. Preferem mandar que a vítima das atuais circunstâncias, faça o mesmo que eles fizeram e encerram aí a rapidíssima entrevista. Para eles, nada do que possuem tem excessos que possam ser retirados.
     Para Deus, o segundo tipo de cidadão ainda é pior do que o primeiro. É que esse viveu a miséria de perto e a conhece muito bem. Portanto, sua responsabilidade é muito maior do que os que nem fazem cálculo do infortúnio. O orgulho, a ambição, o medo de perda, fazem ambas as classes esquecerem que todo bem adquirido foi obra do Alto. Pensam eles que os filhos irão amá-los mais porque estão ofertando o conforto. Suas ações estão no tripé acima, porque é mais fácil amar os bens de que amar a quem os abasteceu. E o Soberano passa a ser um inimigo que pode arrebatar tudo a qualquer momento. É essa maneira egoística de encarar o Pai que lembra cenas de livros sagrados. Sem almejar ser padre e nem pastor, qualquer pessoa pode refletir bem, nem que seja em INÍCIO DE SEMANA.

O EXEMPLO (Clerisvaldo B. Chagas, 19 de novembro de 2010) Com o novo sistema de Ensino em que o compêndio apresenta História Geral e do Br...

O EXEMPLO

O EXEMPLO
(Clerisvaldo B. Chagas, 19 de novembro de 2010)

Com o novo sistema de Ensino em que o compêndio apresenta História Geral e do Brasil, é coisa a ser pensada. Sim, é preciso situar os fatos históricos brasileiros no tempo e no espaço da história universal. Acontece que muitos episódios da nossa história terminam ficando fora dos livros escolares, jogados ao limbo vultos importantes que honraram com bravura o povo brasileiro. Lapidando aqui, puxando no miolo, o solapar constante vai transformando a História do Brasil em resumo de conteúdo e amontoados supérfluos. Isso não teve início agora, começou com as manias da ditadura militar que também empurrou nas escolas OSPB e Moral e Cívica. Assim a juventude raramente ouve falar sobre Rondon, Anita Garibaldi, Barão do Rio Branco, Plácido de Castro, Piragibe, Henrique Dias, Frei Caneca, Maria Quitéria, Tibiriçá e mesmo Zumbi dos Palmares. Falamos dos compêndios de História Geral e do Brasil, mas outras matérias como Geografia sofrem do mesmo problema. Muito papel, tolices, péssimas impressões e cores esquisitas que dificultam a leitura. Já expomos por aqui essa coisa toda.
Como amanhã é Dia da Consciência Negra, o tema parece repetitivo. Apesar do esforço de alguns que abraçaram a causa, parece não ter evoluído muita coisa na serra da Barriga. Palácio dos Palmares, Aeroporto Zumbi dos Palmares, dizem muito do negro que lutava pela sua gente. Mas a estrutura física do local de homenagens parece o que a gíria chama de “parado demais”. O nome Zumbi tem símbolo caro! Envolvem pretos e brancos do Brasil e sentimentos libertários em outras nações com o denodo do comandante e os objetivos da sua luta. Se ontem Zumbi combatia nas serras, nos tabuleiros, nos canaviais, esse legado não pode morrer com desertores. Zumbi não brigava só. Incentivava a todos que sofriam com as humilhações a libertarem os que ainda se achavam sob a tirania. Foi assim que os  guerreiros da serra da Barriga foram invencíveis até a chegada dos canhões arrasadores de Domingos Jorge Velho.
O Dia da Consciência Negra deve ser um ponto importantíssimo de reflexão. A violência contra os pretos do passado vive hoje de terno e gravata saqueando os cofres públicos pelo Brasil afora. Cabe perfeitamente uma cruzada popular, intensiva, incessante e sem quartel contra a corrupção que doi ao povo brasileiro muito mais do que as drogas das ruas. Estamos carentes de Zumbis da serra para transformar a todos em guerreiros contra os escravocratas dos poderes públicos. Morre o homem, mas continuam seus ideais. Já foi mostrado O EXEMPLO.

A FAMÍLIA DO G (Clerisvaldo B. Chagas, 18 de novembro de 2010 ) Com muita antecedência falávamos em nossos trabalhos sobre o G-7 e o G-8. ...

A FAMÍLIA DO G

A FAMÍLIA DO G
(Clerisvaldo B. Chagas, 18 de novembro de 2010)

Com muita antecedência falávamos em nossos trabalhos sobre o G-7 e o G-8. Batíamos no assunto de que não havia mais como esse clube restrito comandar o mundo. Arrastando mais de dois terços da economia mundial e mesmo assim, naturalmente, não era direito que o restante do mundo fosse ignorado, quando mais de duzentos países fazem parte do planeta. Na última reunião desses poderosos, dizíamos que ela não daria em nada, porque o mundo já não se ajoelhava diante deles. Mesmo assim, ainda afirmava, que esses tais procuravam frequentar os bailes com as mesmas roupas desgastadas, cujos brilhos não mais deslumbravam a eles mesmos. Falávamos que, sem vaidade ou com orgulho de ricos falidos, o G-7 não aguentaria muito e abriria mais aos emergentes. Não deu outra. O G-7 agora é apenas uma lembrança dos bons e velhos tempos para a síntese rica. Ai dessa crise econômica que tomou conta das nações se não fossem os países emergentes.
Essa reunião do G-20 em Seul, se não serviu de imediato para alguma coisa prática, pelo menos prestou para a consolidação do novo grupo ampliado e com mais representatividade. Como ignorar China, Índia, Brasil, África do Sul, México e vários outros países que pisam forte na balança do comércio? Como disse o presidente Lula, nesse crepúsculo de governo, a reunião de Seul foi proveitosa porque houve a conscientização de não ser dita a frase “cada um por si”. E arrebata o presidente dizendo que se todos só quisessem vender, quem iria comprar? Foi daí, dessa cúpula dilatada que apareceu a única saída possível para a crise que ainda arrocha a goela dos desenvolvidos. Barack Obama, mesmo, encontrou uma maneira de economizar, anunciando a retirada de tropas do Afeganistão. (Guerra inglória nunca vencida pela Rússia e nem pelos Estados Unidos. Quem pode acabar com os escorpiões do deserto?)
Dilma já estreou de carona no grupo do G-20. Sábia decisão em aceitar o convite da cúpula. Sem a responsabilidade de presidente oficial, Dilma teve a oportunidade de ouro de tudo observar sem abrir a boca para comprometimentos. Volta o Lula aliviado com, segundo ele, o êxito do G-20. Retorna a presidenta eleita, feliz com a oportunidade e o pré-batismo de fogo. Esse recente grupo – já estamos prevendo novamente – não durará o mesmo tempo fechado como o G-7. Logo, logo, arejado com novas mentalidades, temos certeza de outra ampliação. Dessa vez com países não propriamente chamados de emergentes, mas também de grande influência regional. Afinal, todos querem respirar e nadam em direção à superfície. Muita coisa ainda vai acontecer antes do equilíbrio geral. Notemos a situação da Irlanda. Ninguém esqueceu a crise na Grécia. Como diria um velho amigo nosso, o mundo vai se desdobrar igualmente à cobra salamanta. Nada melhor de que aguardar o futuro. E se alguém estiver observando primos, parentes e amigos, é só dá uma espiadinha também na FAMÍLIA DO “G”.

CONTINUA A VERGONHA (Clerisvaldo B. Chagas, 16 de novembro de 2010) Vamos viajando através desse est...

CONTINUA A VERGONHA


CONTINUA A VERGONHA
(Clerisvaldo B. Chagas, 16 de novembro de 2010)

Vamos viajando através desse estado geograficamente belo e socialmente injusto. Chamam atenção as nossas crianças lutando pela sobrevivência nos lixões de beira de estrada e nos depósitos costumeiros das cidades. Muitas são tão pequenas que nem podem acompanhar os irmãos maiores. São colocadas sobre a podridão disputada também por adultos e urubus sob as vistas dos que se dizem cristãos e representantes do povo. Os compromissos assumidos pelos candidatos, desde o simples presidente de comunidade aos mais altos figurões da esfera, perdem-se na primeira esquina da verdade. Enquanto a verba solta corre pelos túneis dos bolsos reforçados, a nossa juventude menor vai-se perdendo, desaparecendo, sumindo no caldo negro da escória que impedem o desabrochar. Ninguém parece sentir o drama de uma das piores formas de crueldade que é o abandono de inocentes. Vários segmentos sociais e religiosos preocupam-se em encher as igrejas de quem possa cooperar com o papel e fazer atas inverídicas de sucessos. Muitas organizações gritam, vociferam, berram o nome de Jesus com tantas vibrações que se arriscam em demolições de tetos. Fingem-se milagres e mais milagres em nome do Salvador onde as tolas vítimas vendem tudo o que tem para alimentar a largura desse novo filão. Mas as criancinhas continuam na infância miserável dessa convivência injusta, quando os sabidos constantemente fazem as trocas de nome, que na prática trocam Jesus pelo diabo. Estes pertencem à mesma casta de enganações dos políticos insensíveis de corações gelados e mentes deturpadas pelo tinhoso e pelo próprio sangue de barata. Quando não deixam que matem nos lixões das estradas, das periferias, das capitais, dão às costas a realidade dos estupros, dos assassinatos, da prostituição e das drogas. E aqueles  que deveriam lutar pela incessante proteção ao seu povo, luta apenas pelo bem-estar dos seus rebentos.
Quando as máquinas sequiosas dos estrangeiros registram as mazelas brasileiras, é uma revolta geral. Mas o que fazer se não somos um país isolado e queremos uma posição cada vez melhor diante das outras nações? São muitos os municípios que não tomam providência com o lixo derramado às margens das rodovias, três a quatro quilômetros da sede. Além de causarem uma péssima impressão à cidade, os montes degradam o meio ambiente e colaboram com as doenças. Mas eles, eles... Bem, você sabe quem são eles, passam com os carrões fechados, vidro fumê e nariz torcido. Criança não discursa, criança não contesta, criança não faz greve. Criança apenas olhar feliz, pela metade do brinquedo encontrado.
Muito adiantada estaria à situação do lixo se fosse somente de localização. Mas quando essa coisa carrega junto às inocentes criaturinhas, grave crime de cumplicidade pesa sobre a sociedade organizada. E o pior é um cruzar de braços, resposta costumeira para os que desejam gozar o Natal sem nenhum incômodo. Nos interiores e nas capitais A VERGONHA CONTINUA.

DEODORO (Clerisvaldo B. Chagas, 15 de novembro de 2010) Manoel Deodoro da Fonseca nasceu na cidade velha de Alagoas (hoje Marechal Deodoro...

DEODORO

DEODORO
(Clerisvaldo B. Chagas, 15 de novembro de 2010)

Manoel Deodoro da Fonseca nasceu na cidade velha de Alagoas (hoje Marechal Deodoro) a 5 de agosto de 1827. Ingressou no Exército em 1845. Participou de vários embates e foi promovido ao posto de marechal-de-campo. Na guerra do Paraguai assombrou a todos pela bravura. Era considerado líder da sua classe, onde desfrutava de extraordinário prestígio.
Muitos setores da sociedade estavam contra a monarquia. O governo, vendo-se isolado, tentou fazer uma reforma através da Câmara de Deputados. Não houve tempo porque o Marechal Deodoro da Fonseca, no dia 15 de novembro de 1889, assumiu o comando das tropas revoltadas e ocupou o quartel-general no Rio de Janeiro.  Foi durante a noite desse mesmo dia que foi constituído o Governo Provisório da República dos Estados Unidos do Brasil. Nessa ocasião, o Imperador D. Pedro II estava em Petrópolis, recebendo um respeitoso documento pedindo que ele se retirasse do país com sua família. Com esse início de governo provisório, algumas providências foram tomadas como: Federalismo – as províncias foram transformadas em estados autônimos e também foi criado o Distrito Federal. Separação da Igreja do Estado – o estado deixou de controlar a Igreja Católica. Foram criados o registro de casamento civil e o casamento civil. O catolicismo deixou de ser a religião oficial do Estado. Três Poderes – os poderes executivo, Legislativo e Judiciário dariam sustentação à República que deveriam atuar independentes e harmônicos.  Naturalização – quem fosse estrangeiro e quisesse poderia se naturalizar oficialmente brasileiro. Bandeira – Foi criada uma nova bandeira com o lema “Ordem e Progresso”, baseado no positivismo do filósofo francês Comte. Constituinte – foi convocada uma Assembleia Constituinte para elaborar a primeira constituição da República.
No Governo Provisório surgiram  vários problemas. Um deles foi chamado “Encilhamento”, executado pelo ministro da fazenda Rui Barbosa. Foi um fracasso que gerou um caos econômico e demissão do ministro.  A primeira constituição foi promulgada em 1891, adotando o presidencialismo e o direito ao voto para os 21 anos, exceto para mulheres, mendigos, soldados, religiosos. A Assembleia Constituinte virou Congresso, cabendo-lhe eleger presidente e vice-presidente. Deodoro venceu as eleições, pressionando. Depois, sem maioria para governar, invadiu e fechou o Congresso. Houve greve dos trabalhadores da Estrada de Ferro Central do Brasil. O almirante Custódio José de Melo ameaçou bombardear o Rio de Janeiro, passando esse episódio a se chamar na história, “Primeira Revolta da Armada”. Com tantas confusões e ameaças de uma guerra civil, Deodoro resolveu renunciar no dia 23 de novembro de 1891. Quem assumiu foi o vice-presidente eleito pela chapa opositora, Floriano Peixoto, também alagoano e marechal. Floriano foi chamado depois “Marechal de Ferro” e seu governo aconteceu no período 1891-1994. Em resumo, foi essa a saga de DEODORO.

BESTAS E CAVALOS (Clerisvaldo B. Chagas, 12 de novembro de 2010) Os ônibus sempre foram os mandatários desde os tempos em que recebiam ...

BESTAS E CAVALOS


BESTAS E CAVALOS
(Clerisvaldo B. Chagas, 12 de novembro de 2010)

Os ônibus sempre foram os mandatários desde os tempos em que recebiam apelidos de “sopas” ou “jardineiras”. Bagageiro no teto da carroceria, esse meio de transporte começava a humanizar o ramo, antes ocupado por veículos de carga tal o caminhão. Fazendo parte de carregamentos de sal, cocos, açúcar, feijão, couros e muitos outros tipos de mercadorias, o passageiro “mais ou menos” se acomodava a boleia. Os mais fracos sociáveis se sentavam sobre os objetos grosseiros da carroceria, enfrentando sol, chuva, vento e poeira nas estradas cheias de catabis. Considerava-se ainda um favor quase impagável ao motorista desse rude meio de transporte que muito colaborou com o progresso do Brasil. O ônibus apareceu, evoluiu nas aparências e engrenagens, mas as mentes de muitos empresários não passaram e nem passam dos roncos dos antigos caminhões. Não foi somente por essa causa egoísta a Tio Patinhas, porém, essa foi uma das razões do enchimento do denominado Transporte Alternativo no mercado. Primeiro a Kombi, agora, com as Vans ou Bestas, estas continuam dando lições as grandes empresas de viação. Referimo-nos as péssimas empresas que não dividem lucro com resolução de problemas de transportes. A parte da resolução é trocada somente pela ganância dos lucros fazendo com que os serviços sejam de qualidade inferior.  No lugar onde cabem três carros, colocam um, gerando superlotação com total desconforto ao usuário. E esses, da mentalidade mesquinha, ainda brigam contra o Transporte Alternativo.
Esse novo sistema usado pelos taxistas na capital em que sai colhendo vários passageiros ao mesmo tempo é outra desgraça que surgiu, graças ao mesmo motivo acima. Taxistas caras de pau, mal-humorados, mal-educados e quase malucos, concorrem com as empresas de ônibus. A mentalidade tacanha não permite o desenvolvimento eficiente do transporte coletivo. Enquanto isso, novas modalidades de negócios vão surgindo, formando interesses escusos que alimentam uma rede corrupta que envolve particular e servidores com a famigerada “bola”. A propina diária e constante parece sem solução no País. Entra na parte cultural e tudo fica fazendo parte da rotina.
Quem quiser colocar transporte alternativo, além de receber pressão das empresas de ônibus e das autoridades, para se alimentar, vai ter que alimentar também a rede de propina que antes era dita “debaixo do pano”, mas que agora o pano acha-se rasgado. Sendo, então, os maus serviços prestados por companhias parte importante das causas dos transportes pequenos, é de se fazer comparativo entre animais de verdade e os pensamentos desnaturados do lucro fácil. De qualquer maneira, o “salve-se quem puder” no turbilhão de transporte na capital e interior tem muito a ver nos sentidos de BESTAS E CAVALOS.

AS FERAS DO VÔLEI (Clerisvaldo B. Chagas, 11 de novembro de 2010) Você, dos escritores da Ribeira do Panema, é o mais prolífero e o mais ecl...

AS FERAS DO VÔLEI

AS FERAS DO VÔLEI
(Clerisvaldo B. Chagas, 11 de novembro de 2010)
Você, dos escritores da Ribeira do Panema, é o mais prolífero e o mais eclético, pois debaixo de sua pena já passaram centenas de assuntos e, em muitos casos, alguns assuntos foram abordados sob mais de um ângulo. E olhe que não conheço todas as suas páginas.
Um tríplice abraço. (Antonio Sobrinho)
     Valeu à pena comer pipoca varando as madrugadas com olhos grudados no vôlei feminino brasileiro. Tantas outras notícias tomaram conta dos jornais, que as causas de vitórias do Brasil, ocuparam um espaço mínimo nas manchetes impressas e mesmo no mundo virtual. Diante de tantos fatos negativos, o esporte, como a natação, o vôlei e mesmo o time de Falcão, tem alegrado o íntimo dos que procuram notícias amenas e alegres. Que satisfação maior em vê o Brasil mandando fazer fila com as nossas adversárias? O duelo com a ilha cubana foi um verdadeiro colírio que se traduz como um clássico no futebol Brasil e Argentina. A rivalidade que se tornou tradição fez virar um clássico também nos embates Brasil x Cuba, principalmente pelas provocações das cubanas. Quando o Brasil resolveu de fato investir no esporte, já havia no mundo nações que sempre assim fizeram e eram destaques como Alemanha, Cuba, China, Estados Unidos e alguns países do leste europeu. Agora que o nosso país vem ocupando todos os espaços possíveis, é lógico que incomoda as potências mais sólidas como Cuba, que vai perdendo sua hegemonia na América Latina. Por isso foi um gosto gostoso ter eliminado a ilha em uma dessas compridas madrugadas. Inacreditável ─, mas apenas como expressão ─ foi ver as meninas enfrentando as parrudas alemãs, metidas às donas da bola. O poderio dos Estados Unidos também caiu ao chão na madrugada de terça para quarta, surpreendendo a quem não acreditava em mais uma vitória brasileira.
     Os erros do Brasil nessa última partida não foi o suficiente para um triunfo americano. E constantemente a calma externa do técnico José Roberto Guimarães, revestida de uma dureza disfarçada, mostrou ser uma arma poderosa no ânimo das meninas do Brasil. Certo que levamos um susto danado ao perdermos o segundo set, mas a equipe americana não é uma equipe qualquer. O Brasil fazia o que sabe fazer em todos os esportes, atacar e atacar. Louve-se a boa defesa dos Estados Unidos que tentavam a todo custo desconcentrar a equipe de Guimarães. Mas a mão na cabeça e os cochichos explicativos de José Roberto corrigiam as posturas, entrando no cérebro acanhado de quem era advertida. E foi assim que o Brasil conseguiu ferrar o outrora temível adversário, em 3 x 1.
     Vamos deixando Nagoya com a deliciosa sensação do dever cumprido. E se a Rússia ganhou do Japão, também poderemos fazê-lo. Agora é a marcha rumo a Tóquio para uma partida difícil e sensacional em uma terra apaixonada por esse esporte coletivo. Pelo desempenho apresentado até o momento, a esperança existe em trazer o caneco do mundial para o Brasil. Não importa se nunca conseguimos esse título, mas vai sempre existir a primeira vez, por que não? Na hora certa José Roberto estudará a fundo as táticas usadas pelas japonesas. Vamos apostar então na garra que tem caracterizado a sequência de jogos invictos, confiar na equipe que não é fácil enfrentar as brasileiras, AS FERAS DO VÔLEI.

SANTA HELENA (Clerisvaldo B. Chagas, 10 de novembro de 2010) CRÔNICA Nº 400      Ao completar quatrocentas crônicas publicadas na Internet...

SANTA HELENA

SANTA HELENA
(Clerisvaldo B. Chagas, 10 de novembro de 2010)
CRÔNICA Nº 400

     Ao completar quatrocentas crônicas publicadas na Internet, por coincidência, descobri a figura de Santa Helena, doada a minha mãe Helena Braga das Chagas, pela sua amiga e colega professora Durvalina. Nada mais especial para comemorar o número e homenagear Helena Braga.
     Santa Helena foi importante personagem da História. Nasceu em Bitínia e foi a primeira esposa do imperador Constâncio Cloro. Talvez a situemos melhor ao dizer que ela foi mãe do famoso imperador Constantino I. Constantino foi extremamente importante para o catolicismo após a sua conversão, fazendo com que a religião oficial do Império Romano, em 324, fosse o cristianismo. Fez também, nessa época, com que a cruz se tornasse o símbolo da Cristandade.
     Antes do casamento com o imperador Constâncio, Helena trabalhou em taverna e a ele deu um filho a que chamou de Constantino. Quando Constantino I assumiu o trono da Bretanha, 35 anos depois, ela seguiu seus passos, sendo mãe e filho ainda pagãos. Houve guerra civil pelo trono. Foi nessas disputas que Constantino viu o sinal de uma cruz luminosa no céu e a inscrição “com este sinal vencerás”. Constantino mandou pintar o sinal na bandeira e venceu a batalha. Converteu-se ao cristianismo e suspendeu todas as perseguições aos cristãos, através do conhecido “decreto de Milão’ (313). Foram destruídos inúmeros templos pagãos dedicados a vários deuses romanos. Helena passou a ter uma vida laboriosa trabalhando pelo lado cristão. O filho a admirava e a tinha sempre ao seu lado, deu-lhe o título honorífico de Augusta e mandou até cunhar medalha com sua efígie. Helena mandou destruir muitos templos pagãos e erguer várias igrejas em Roma e em todo o império. Viveu ao lado do filho em Treves, Roma e em Bizâncio, conduzindo o filho para venerar os lugares santos. Tudo isso fez com que o Imperador Constantino declarasse o Cristianismo como a única religião oficial do Império Romano (324). Flávia Júlia Helena foi suspeita na morte da nora, chamada Fausta, em 325, por isso deixou Roma e foi peregrinar à Terra Santa. Quando Helena chegou a Jerusalém, em 326, contava quase com oitenta anos de idade. Fundou várias igrejas onde diziam das passagens de Jesus, em Belém e Jerusalém. Destacaram-se as igreja da Natividade, do Santo Sepulcro e a basílica da Ascensão de Jesus, no Monte das Oliveiras. Na Palestina, Helena vivia em um mosteiro, inclusive mandou construir outros para monges e freiras. Foi ela quem descobriu a gruta onde Jesus foi sepultado e peças da crucificação. Enviou para o seu filho pedaços da verdadeira cruz e cravos, como amuleto para protegê-lo. Constantino usou os cravos para fazer um elmo (capacete) e em estátua erigida a si mesmo, colocando fragmentos da cruz do Cristo. Fragmentos outros, também foram enviados para várias igrejas de Roma. Quando Helena retornou a Roma (326), foi morar nos aposentos da basílica da Santa Cruz e ali morreu dois anos depois com a idade de oitenta anos.Constantino mandou que a sepultassem em um mausoléu ao lado da basílica de São Pedro e São Marcelino. Santificada, Helena tornou-se uma santa muito venerada no Ocidente. As comemorações a sua pessoa ocorrem em 18 de agosto.


A HORA DA SERPENTE (Clerisvaldo B. Chagas, 9 de novembro de 2010)      Com o saco da crise às costas, lá vai o presidente Barack Obama numa ...

A HORA DA SERPENTE

A HORA DA SERPENTE
(Clerisvaldo B. Chagas, 9 de novembro de 2010)
     Com o saco da crise às costas, lá vai o presidente Barack Obama numa peregrinação humilhante pela Ásia. Todas as previsões de oito ou dez anos atrás que apontavam a China como potência lá para 2020, foram, realisticamente, reduzidas para o hoje. Repetimos em sala de aula e em nossos escritos, que todo império tem início, meio e fim. Aconteceu com todos os da História Antiga, Média, Moderna e Contemporânea. Agora parece ser a vez da Águia que se surpreende mais cedo com a escalada do dragão. Enquanto um país ergue-se, outro imerge. A China, arrebatando do Japão o título de segunda economia mundial, inicia a rodada pelo primeiro lugar. Nem sequer está suada no combate. O receio dos Estados Unidos em perder a liderança mundial da economia para Pequim (questão de tempo) incomoda bastante aos ianques. Além da subida desse foguete chinês, a crise americana fez Barack sair nessa apelativa feiúra.
     A Índia no instante foi procurada para resolver a questão da América, ocasião em que Obama virou mascate. O acordo com Nova Déli, na base de dez bilhões de dólares, permite exportar produtos para a Índia, ampliando o número de empregos na América. Mas Barack teve que prometer o que antes não admitia. Prometeu apoiar a Índia na busca por uma vaga no Conselho de Segurança da ONU. (Lembra políticos alagoanos na disputa pelo Tribunal de Contas). Para compensar o medo da emergência chinesa, chamou a Índia de “potência” e, logicamente, quer a sua amizade como contrapeso contra a China. É preciso também notar que o Paquistão é adversário da Índia. Não vê com satisfação a promessa de Obama ao inimigo. E olhe que o Paquistão é parceiro de Barack na luta contra o Afeganistão. Para não haver ciumada e nem novos barulhos entre Paquistão e Índia, Obama, matreiramente, vai pedindo que os dois se entendam, para não atrapalhar os negócios americanos. E se não houver esse entendimento, o apoio a Índia pela vaga no Conselho, não sairá barato na Ásia. Ainda tem a China que não aceita a Índia no Conselho. É complicado o jogo internacional de interesses entre as nações. É também de se perguntar: E o Brasil como é que fica? A situação do Brasil vai depender das decisões que irar tomar no encontro do G-20 (teste de fogo) e os interesses de Obama pelo Brasil, como teve com a Índia. Afinal, Dilma ainda é uma incógnita dentro do seu próprio estilo. E para quem está atento, ainda tem de quebra o problema da compra de caças. O governo brasileiro, em optando pelos aviões franceses, rejeita os caças americanos. Mas se os ianques não fornecem tecnologia, dificilmente o Brasil não negociará com a França que oferece tudo.
     A rejeição brasileira aos aviões americanos poderá sofrer revés, mesmo disfarçados. Nesse momento de pelica em que as lideranças mundiais atravessam, a sabedoria da serpente está em alta. Ganha mais que souber morder melhor. Mas não é só morder. A mordida deve estar coberta de cautelas. Mas que ninguém tenha dúvidas, agora é mesmo À HORA DA SERPENTE.
* No final desta crônica o FMI anuncia o Brasil como a 7ª economia de 2011.

CUPIM É DOIDO (Clerisvaldo B. Chagas, 8 de novembro de 2010)      Pede-me o amigo e excelente orador, Antonio Sobrinho (Antonio Cupim) que ...

CUPIM É DOIDO

CUPIM É DOIDO
(Clerisvaldo B. Chagas, 8 de novembro de 2010)
     Pede-me o amigo e excelente orador, Antonio Sobrinho (Antonio Cupim) que aproveite o Dia Nacional da Cultura e fale sobre Rui Barbosa. Respondo-lhe como o personagem bíblico Elias para Eliseu. Difícil coisa tu pedes. Como resumir numa crônica a grandeza de mais de cem volumes sobre Rui? Entretanto, seja como tu queres.
     Rui Barbosa de Oliveira nasceu em 1849, em Salvador, e morreu aos setenta e três anos. Sua biografia ocupa mais de cem volumes onde estão artigos, discursos, conferências, anotações políticas e muito mais. Era bacharel pela Faculdade de Direito de São Paulo. No início, Rui engajou-se nas eleições diretas e na abolição da escravatura. Foi político no período histórico denominado República Velha. Eleito deputado em 1878, atuou nas reformas do Ensino, Eleitoral e emancipação dos escravos. Foi vice-chefe de governo provisório e assumiu a pasta de Finanças. Aderiu à oposição a Deodoro da Fonseca. E por ter se envolvido na Revolta da Armada, 1893, foi exilado. Voltando do exílio, conseguiu eleger-se Senador em 1895. Durante o governo Rodrigues Alves, Rui Barbosa foi representante do Brasil na 2ª Conferência de Paz de Haia. Pelo seu brilho, recebeu no Brasil o título de “Águia de Haia”. Rui tentou ser presidente em 1910 e 1919, sendo derrotado em ambas as tentativas. Como jornalista, escreveu para diversos jornais. Foi sócio fundador da Academia de Letras, sucedendo a Machado de Assis.
     Falam que Rui Barbosa era pernóstico e tipo orador cacete. Talvez sua obra mais conhecida seja “Orações aos Moços”. Dizem também que na Holanda foi ridicularizado por ser baixinho e cabeçudo. Mas ao defender a tese brasileira de Igualdade Entre as Nações, impressionou o mundo e teria dito depois: “Os melhores perfumes encontram-se nos menores frascos”. Rui Barbosa foi considerado o homem mais inteligente do Brasil. Ainda hoje se compara uma pessoa culta com a expressão: “... É um Rui Barbosa”. No fim da vida Rui ainda foi eleito juiz do Tribunal Internacional de Haia, o mesmo que o ridicularizara. Sua Biografia com mais de cinquenta mil títulos, pertence à Fundação da Casa Rui Barbosa, em sua antiga residência no Rio de Janeiro. Entre os orgulhos baianos Rui Barbosa nunca foi esquecido. É motivo de músicas as mais diferentes assim como de piadas envolvendo a ignorância de muitos. Recentemente em um seriado da televisão, sua figura foi bem representada entre as rodas políticas que discutiam à República. Rui e outros personagens importantes da nossa história, infelizmente continuam esquecidos, primordialmente nos Cursos Médios do País.
     Rui Barbosa, não sei se era, mas Antonio Sobrinho ─ ao pedir para escrever uma crônica sobre o baixinho/gigante ─ CUPIM É DOIDO.

DEUS SALVE A AMÉRICA (Clerisvaldo B. Chagas, 5 de novembro de 2010)      Deu pena vê pela televisão o gestor mais poderoso do mundo. Apenas...

DEUS SALVE A AMÉRICA

DEUS SALVE A AMÉRICA
(Clerisvaldo B. Chagas, 5 de novembro de 2010)
     Deu pena vê pela televisão o gestor mais poderoso do mundo. Apenas o corpo esbelto e os modos a John Fitzgerald Kennedy, mas os fios brancos dos cabelos e o sorriso amarelo mostravam um homem abatido. Coisa rara um presidente pacifista no que eles chamam de América e que encantou o mundo durante o período de campanha. Além de pacifista, de estilo diferente, suas origens uniam as torcidas a seu favor em todas as nações de todos os lugares. E o homem que prometeu um país muito melhor, conseguiu algumas façanhas importantes, mas não contava com a crise forte que ameaçava o planeta. Sempre nos perguntávamos como um país tão rico, tão poderoso, fazia com o dinheiro que parecia não acabar jamais. Nem os americanos sabem quanto já gastaram em várias guerras pelo mundo, inclusivas a do Iraque e do Afeganistão. Contam-se as despesas em trilhões de dólares. E de onde vinha essa verba de um país que tudo que consome chega do exterior. As compras que movimentam o mundo e o dinheiro gasto com as guerras contínuas são provenientes de que tipo de olho d’água que não seca nunca? Infelizmente a bomba estouraria em alguma parte do futuro e o futuro foi às mãos de Barack Obama. Sim, é uma honra sem igual ser presidente da maior potência bélica que existe, mas a responsabilidade parece ser ainda maior, principalmente quando as coisas não estão indo bem. Os conflitos sem nexo em que os dirigentes anteriores meteram a nação do norte, com ênfase para o sanguinário Bush, viraram às costas para os problemas internos. Surgiram os males que antes pareciam somente da América Latina. Muitos mendigos as ruas, gente sem casa e sem emprego vagando como fantasmas. E o senhor Bush, foi o último que deu às costas à sua população em momentos cruciais americanos. Somadas as insanidades anteriores que esfacelaram os Estados Unidos, surgiu à crise econômica para complementar os estragos. É nesse momento tão duro que desponta uma liderança negra que pela primeira vez chega à cadeira máxima.
     E como se não bastassem esse dois fatores profundos, agora o homem da paz, Obama, recebe a terceira herança maldita: a derrota de aliados nas urnas. Sendo a oposição de um radicalismo quase fanático, as circunstâncias acabam de encurralar o jovem presidente. Como esse homem poderia apresentar-se à televisão? Sim, foi elegante como sempre, mas o sorriso amarelo revelava uma vontade danada de sumir, desaparecer que é assim que pensamos quando não encontramos saídas. Mas a Providência por certo ouvirá as suas preces nas provações que faz aos bem-intencionados. Vamos observar o comportamento desse país que nunca aceitou a modéstia à dianteira. Um desconhecido capítulo vai redesenhando o xadrez mundial. As grandes potências irão precisar muito dos emergentes. E como eles costumam dizer: DEUS SALVE A AMÉRICA.

AOS GESTORES VALOROSOS (Clerisvaldo B. Chagas, 4 de novembro de 2010)      Entre os mistérios a serem pesquisados, está à cabeça do mau pol...

AOS GESTORES VALOROSOS

AOS GESTORES VALOROSOS
(Clerisvaldo B. Chagas, 4 de novembro de 2010)
     Entre os mistérios a serem pesquisados, está à cabeça do mau político. Entre as áreas desse segmento, fixemo-nos nos executivos das três esferas: o presidente, o governador e o prefeito. Como é que pensam as pessoas que exercem essas funções? Quem seria o verdadeiro profissional apto a nos dá uma resposta nesse sentido? Um sociólogo? Um intelectual? Um psicólogo? Um psiquiatra ou outro profissional que não conseguimos atinar? Os pensamentos dos maus políticos seriam normais? Pensariam eles como o consumidor de craque, o avarento, o ambicioso, o assaltante, o arrombador? Por que o gestor das coisas públicas age como se tudo fosse dele? O que faz com que esses sacos de maldades voltem-se apenas para o enriquecimento pessoal, a escravização do povo e a perseguição sistemática? Será que de fato é o poder quem corrompe ou o poder é apenas o campo fértil onde o indivíduo revela o estigma que traz no sangue? Existe algum tipo de arrependimento para a carreata de atos indecentes que os seguem dia e noite? Será que eles enxergam que centenas de pessoas morrem porque eles levaram o dinheiro da Saúde, da vacina, do leite, do remédio, do médico, do internamento? Durante um assalto não adianta pedir clemência ao bandido porque ele não pensa como o cidadão comum. Os apelos de “tenho filhos para criar”, e outros semelhantes não conseguem demover e sensibilizar o malfazejo. Pelo contrário, irá deixá-lo mais irritado ainda e, a vítima estará entre a vida e a morte, separada por apenas um fio. Que adianta falar em consciência para o arrombador? Para que esclarecer a ele que você adquiriu os bens com o suor do rosto? Ele apenas sentirá prazer em levar o que é da presa.
     Não sei por que um político deixa lixo e entulhos tomarem conta das ruas; por que não paga salários em dia; por que briga para não conceder aumento aos trabalhadores; por que não deixa que órgãos importantes se instalem em sua cidade; por que persegue as pessoas das mais diferentes formas. Que prazer mórbido de machucar é esse? Será mesmo da própria índole? A faculdade cara, a gravata italiana ou o vestido de seda fazem com que ele (ela) deixe de ser cabra ruim, cabra de peia, mulher serpente?
     Além das várias oportunidades que a vida oferta para refletir, ainda surge o dia de finados que mostra claramente o buraco que o espera. Mas nem isso o comove. E o homem ou a mulher que não adoece, que não engorda, que não endoida, que não enfarta, que não morre nunca, imagina o quê? Será na verdade assim que pensam? Você que é entendido, amiguinho leitor, diga quem é que pode verdadeiramente saber como funciona a mente do mau político, do cabra que não vale um tostão furado! Coitadas das mães que botam no mundo trastes indesejáveis, insetos que atormentam a sociedade em que vive.
     Aproveitamos para pedir a Deus as bênçãos para os fiéis cumpridores do dever, os que sabem servir com dignidade quando exercem o cargo público. Vênia AOS GESTORES VALOROSOS.

DILMA E A BULGÁRIA (Clerisvaldo B. Chagas, 3 de novembro de 2010)      Descobertas as origens da candidata e agora presidenta do Brasil, a...

DILMA E A BULGÁRIA

DILMA E A BULGÁRIA
(Clerisvaldo B. Chagas, 3 de novembro de 2010)

     Descobertas as origens da candidata e agora presidenta do Brasil, a Bulgária entrou na pauta da mídia. Bulgária, país dos Bálcãs, banhado pelo mar Negro, é de acumulados sofrimentos e rico em história. Os Bálcãs são cordilheiras que na Bulgária cortam a parte central do país de leste a oeste. Mas também há planícies e colinas fazendo contrastes e rios importantes como o imortalizado pela música clássica, Danúbio. Em tempos mais pertos, a Bulgária estava ligada e dependente da União Soviética, tendo sua economia sido abalada ao final dessa ligação. Não se pode desprezar o seu compromisso na primeira e na segunda guerra mundiais ao lado das potências derrotadas. Por longos períodos conturbados da sua trajetória, foi difícil para a Bulgária sair do atraso tradicional. Foi justamente numa dessas fases de aperto em que o pai de Dilma veio para o Brasil, constituindo nova família, progredindo e implantando em sua nova pátria o sobrenome Rousseff. A língua búlgara é a mais falada, indo a 96% naquele país, cuja religião é de maioria da Igreja Ortodoxa Búlgara. O catolicismo demonstra pouquíssimos seguidores e não chega a 2%. Atualmente a Bulgária recupera-se dos tempos duros, crescendo a mais de 4%, foi aceita pela União Europeia e possui uma capital organizada. E por falar em capital, Sófia é o seu nome, originário da Mártir Sófia, obrigada durante o império romano, a assistir a tortura e morte das filhas, sob as ordens de Adriano, o imperador.
     Sem nenhum grande destaque no mundo, a Bulgária descobriu que um dos seus descendentes, Rousseff, era candidato a presidência desse novo Brasil que impressionou o planeta no período Lula. Isso terminou em comoção e Dilma passou a ser a heroína que faltava àquele país. A mídia da Bulgária não fazia outra coisa durante semanas, a não ser acompanhar em rede nacional a trajetória da candidata Rousseff. Agora a vitória de Dilma deu alma nova àquele povo como se uma búlgara houvesse mesmo se tornado presidenta de um dos maiores países do globo. A comoção transformou-se em orgulho nacional lá do outro lado do Atlântico. Na Bulgária é festa todo dia com a vitória da filha mais ilustre. Claro que isso também é motivo de alegria para o Brasil. Reforça uma parceria na região do leste europeu que sempre foi cultural e comercialmente distante de nós.
     A primeira viagem oficial de Dilma Rousseff a Europa, deveria, em nossa opinião, ser a terra das suas raízes, da qual já recebeu convite com essa finalidade. Dilma afogar-se-ia no orgulho daquela população eufórica com um gesto de humildade e atenção, coisa que somente faria bem a ela própria no mundo político exterior. O seu carinho com a neta nascida há pouco, coincidiria com a luta atual da Bulgária pelo aumento da sua população crescida negativamente. Depois do que viu pela televisão, não temos dúvida de que a presidenta terá um relacionamento especial entre DILMA E A BULGÁRIA.



NOVA FASE DO BRASIL (Clerisvaldo B. Chagas, 2 de novembro de 2010)      O Brasil vai aos poucos caindo na rotina, após as eleições que movi...

A NOVA FASE DO BRASIL

NOVA FASE DO BRASIL
(Clerisvaldo B. Chagas, 2 de novembro de 2010)
     O Brasil vai aos poucos caindo na rotina, após as eleições que movimentaram o país. Muitas coisas perderam o brilho com notícias de eleições roubando as cenas, como o esporte lá fora, por exemplo. É que durante a campanha as dúvidas de eleitor iam-se acumulando nesse emaranhado de informações que mais parecia uma guerra ideológica. A preocupação maior com os erros dos candidatos por parte dos protagonistas levou muita gente a pensar. Pessoas esclarecidas começaram a perceber que o modo de governar de um era completamente diferente do outro. Depois de percepção, teve início o receio de que o candidato “A” ou “B” não seria bom para o Brasil. Quem viveu a época da inflação, da ditadura militar, das ordens do FMI, da entrega das nossas riquezas ao estrangeiro, foi sentindo que não seria seguro votar em Serra. Com um governo aprovado por mais de 80% do povo brasileiro, seria preferível a continuidade segura à aventura dúbia da oposição. Quando os intelectuais pensaram num governo de Brasil para o Brasil, os pobres lembraram os pratos de feijão puro de um passado recente. Unidos na lógica do ditado popular que diz que "é melhor um pássaro na mão que dois voando", intelectuais e pobres preferiram uma união intuitiva de segurança na sobrevivência. A lógica funcionou bem: Se o governo Lula é bom e, se Rousseff é da confiança de Lula, vamos continuar Lula com cara nova, podem ter pensado assim os eleitores. Mas como o resultado é que interessa, está aí a primeira presidenta do Brasil. Como seguidora do programa Lula, o mundo inteiro dá a impressão que aprovou a escolha. O que se espera agora é um novo estilo de governar que estava sendo conhecido apenas internamente nas reuniões de ministros. Mais cobradora e mais exigente, o estilo poderá favorecer o povo diante do rigor da presidenta em favor da limpeza pública.
     Muito interessante foi a entrevista da presidenta eleita, quando confirma com solidez todas as promessas de campanha. É importante saber que as nossas riquezas continuarão sendo nossas, e um esforço para erradicar a miséria também foi carimbado. Ninguém vai pedir que um filho seja igual ao outro que não vai conseguir. Cada um tem seu estilo próprio que até faz parte da marca registrada. Dilma não tem o carisma de Lula, todavia, se usar a severidade em favor das classes menos favorecidas, poderá cobrir essa deficiência orgânica. O mundo também aguarda o estilo da presidenta no seu relacionamento externo. Pelo menos a entrevista de Rousseff agradou bastante. A prática irá delinear a figura tanto para dentro quanto para fora do país. Para que tanta pressa agora? É apenas aguardar A NOVA FASE DO BRASIL.

A RUA ESTÁ CHEIA (Clerisvaldo B. Chagas, 1º de novembro de 2010)      O fuzuê da campanha política finalmente desapareceu. À tarde do últi...

A RUA ESTÁ CHEIA

A RUA ESTÁ CHEIA
(Clerisvaldo B. Chagas, 1º de novembro de 2010)

     O fuzuê da campanha política finalmente desapareceu. À tarde do último sábado, em Santana do Ipanema, foi coisa nunca vista por essas bandas. O resto da feira, as centenas de automóveis num trânsito descontrolado, caótico, maluco ─ entregue a própria sorte ─ milheiros sem contas de papéis de candidatos jogados às ruas; carros de som, um atrás do outro sem controle de decibéis, fizeram dessa cidade sertaneja terra de ninguém. Batalhões de bandeiras desfilavam pelo centro e políticos dançavam fazendo macaquices nas praças do comércio. Circular de carro tornou-se uma verdadeira aventura, numa festa democrática, mas sem controle nenhum. Se para quem estava de automóvel era difícil, imaginem para os pedestres que, diante daquela parafernália toda, triplicavam a atenção contra acidentes. Onde passavam turmas de bandeiras, engarrafava o trânsito, principalmente no “corredor do aperto”, região das duas pontes centrais. O Largo do Maracanã, lugar mais perigoso de Santana, de semáforo abandonado, assemelhava-se ao trânsito da Índia. Os moradores da Rua Pedro Brandão, principal do Bairro Camoxinga, notadamente, receberam uma carga de som para desmantelar os tímpanos e a alma. A doideira prolongou-se até a meia-noite, quando a quietude começou a tomar conta.
     O domingo amanheceu num silêncio tão profundo como se nada tivesse acontecido no dia anterior. A votação, em muitos lugares, parecia nem estar acontecendo devido à tranquilidade apresentada. Dava a impressão, pelo movimento das ruas, que um bom número de eleitores deixou de comparecer às urnas. Era como se não houvesse empolgado ninguém à campanha zoadenta das últimas semanas. A rapidez do ato de votar foi muita facilitada com apenas dois candidatos. Mesários tentavam cochilar em algumas seções, devido à falta de eleitores no período vespertino. Enquanto isso, muitos políticos posicionavam-se em pontos estratégicos avaliando o que achavam interessantes. Visível era a preocupação dos mais chegados no apoio a Lessa, que diziam claramente não ter esperanças da vitória do ex-governador. E assim também saíam às ruas as conversas de bastidores que sempre vazam dentro de poucos minutos após as reuniões. Não tem quem conserve em segredo absoluto as palavras das reuniões políticas. Se for de vitória é de vitória, se for de derrota é de derrota. No início da noite, logo após as confirmações dos resultados, uma carreata grande formada pela oposição local, unida, percorreu os bairros de Santana com direito a som e discursos na Praça Adelson Isaac de Miranda que teve misteriosamente suas luzes apagadas.
     A partir de hoje, segunda-feira, vai ter início uma série de novidades em Santana do Ipanema, já vislumbrando a seguinte eleição municipal. O próximo prefeito de Santana, pela aceitação que tomou conta do povo como uma febre e, pelo apoio de políticos como o atual vice-governador, Tomás Nonô, senador Benedito de Lira, deputados federais e estaduais, se o pleito fosse hoje, seria o jovem Afonso Gaia. Quem fizer uma pesquisa com dois anos de antecedência, encontrará eco. A RUA ESTÁ CHEIA.

PATAGÔNIA (Clerisvaldo B. Chagas, 29 de outubro de 2010)      A Patagônia é uma grande região fria que engloba o sul de Argentina e Chile. ...

PATAGÔNIA

PATAGÔNIA
(Clerisvaldo B. Chagas, 29 de outubro de 2010)
     A Patagônia é uma grande região fria que engloba o sul de Argentina e Chile. Por se encontrar no extremo do continente americano ainda é parte de terras misteriosas de exóticas paisagens que encantam os que procuram aventura no frio. É ali no extremo onde está situada a passagem natural que liga o Oceano Atlântico ao Pacífico, chamada de Estreito de Magalhães. A denominação dessa passagem tem origem com a primeira viagem de circunavegação a terra. O navegador português a serviço da Espanha, Fernão de Magalhães, encontrou o perigosíssimo estreito que une os dois maiores oceanos. Até hoje poucos se arriscam a navegar por ali devido às mudanças bruscas do tempo e aos ventos fortes que metem medo. Também o nome Patagônia tem origem com a expedição do imortal navegador que chamou os moradores do lugar de “patagónes”. A palavra significa homens de pés grandes ou de patas. Na visão dos forasteiros, os nativos eram altos e de pés compridos. Na realidade os patagónes usavam gorros altos e calçados de couro de guanaco que ofereciam a curiosa impressão aos navegantes. Desse continente, quem parte para a Antártida, tem obrigação de passar por esses lugares, onde são realizados os últimos preparativos para a viagem. Ushuaia é a cidade mais austral do planeta, conhecida como “a Terra do Fim do Mundo”. É a zona da Terra do Fogo tão falada em nossas aulas de Geografia.
     O que mais encontramos no mundo é a tal discriminação. Discriminam-se tudo. Mas a inteligência, o talento, a capacidade do homem não é privilégio de nenhum lugar. Grandes gênios da humanidade podem nascer nas mais inóspitas paisagens ou nos mais urbanos centros da Terra. A questão nuclear que falta à projeção do indivíduo é justamente a falta de oportunidade. Cultura é uma coisa, inteligência é outra. Mas queremos ficar apenas no básico que é o talento independente do lugar de nascimento. Está aí o exemplo do Lula que precisou fugir da terra natal para não morrer de fome. Com muito esforço e determinação chegou à presidência desse país gigante. O senhor Nestor Kirchner veio também de uma terra sem muitas oportunidades, lá da província de Santa Cruz, da cidade de Rio Gallegos, região da Patagônia. Tornou-se presidente da Argentina liderando sua pátria nessa transformação difícil da economia interna. Ambos vieram dos confins. Um do frio, outro do calor. Um da terra branca, outro da terra queimada, guiados pela providência para papéis importantes da História. Agora a alma ascende e o corpo de Kirchner retorna ao torrão que o viu nascer. Rio Gallegos, Santa Cruz, Terra do Fogo, vão recebendo de volta o carbono da contribuição regional. Caeté em Pernambuco e Rio Gallegos na Argentina traziam o traçado do destino. Hoje o corpo de Nestor Kirchner estará de volta a PATAGÔNIA.

HOSPITAL NA HISTÓRIA (Clerisvaldo B. Chagas, 28 de outubro de 2010)      A saúde no Brasil ainda é muito complicada, por isso temos a inau...

HOSPITAL NA HISTÓRIA

HOSPITAL NA HISTÓRIA
(Clerisvaldo B. Chagas, 28 de outubro de 2010)

     A saúde no Brasil ainda é muito complicada, por isso temos a inauguração do hospital geral de Santana do Ipanema, como coisa rara e fato histórico. O Hospital e Maternidade Dr. Arsênio Moreira, fundado em uma das gestões do prefeito Adeildo Nepomuceno Marques, custou longos anos de luta da sociedade santanense para a sua implantação e funcionamento. Criticada por uns, elogiada por outros, essa unidade tem prestado extraordinários serviços ao povo sertanejo. Para continuar esse empreendimento está marcada para hoje às dez horas, a inauguração do novo hospital de Santana. Iniciadas as obras e construído o prédio gigante no governo Marcos Davi, o edifício recebeu a denominação de Hospital Doutor Clodolfo Rodrigues de Melo, em homenagem ao primeiro médico da terra que ainda hoje mora no lugar. A estrutura física do novo hospital impressiona de fato pela sua grandiosidade. Depois de muito esforço de vários políticos e das constantes cobranças populares, a unidade do lugar Cajarana ─ parte mais elevada do Bairro Floresta (sopé da serra Aguda) ─ abre suas portas com o setor ambulatorial. Com o tempo, outros tipos de atendimentos poderão chegar à força máxima esperada ansiosamente pela população sertaneja. O auge significará atendimento regional, desafogando hospitais de Maceió e de Arapiraca. Também não seria e nem é possível iniciar logo com serviços completos naquele titã. Escrevemos hoje com o olhar voltado para os inúmeros benefícios que serão trazidos para o médio e alto Sertão, primordialmente, o município onde se acha implantada a obra. A parte política é muito complexa e foge aos objetivos do cronista.
     Houve algumas críticas sobre a localização do hospital. Da nossa parte, achamos que o prédio está bem situado. Não entendemos como tudo que existe possa caber no centro de uma cidade. Ali na periferia mais pobre de Santana, a simples presença da unidade, poderá despertar para investimentos particulares na área, trazendo melhor perspectiva na vida daqueles moradores. Com a implantação da UFAL, no terreno defronte, multiplicam-se as esperanças de melhoria ampla na Cajarana, Conjunto Marinho, Santa Quitéria, Alto dos Negros e o Bairro Floresta como um todo. Bem perto das duas forças estão localizadas a igreja de Santo Antonio e a Escola Estadual Lions, além de fábrica de gesso, padaria e posto de saúde. A grande maioria da população formadora do Bairro Floresta, veio do campo em busca de emprego e de escola para seus filhos.
     Quanto o acesso àquele pé de serra, não foi planejado antes. A rua única é relativamente estreita e composta de paralelepípedos. O intenso fluxo de veículos no futuro próximo vai exigir projeto que atenda totalmente as necessidades modernas dos transportes. De qualquer maneira estarão ali os dois carros-chefes, Educação e Saúde, que poderão puxar todos os vagões do desenvolvimento da terra. Tudo vai depender do binóculo ou da venda dos seus dirigentes. Sem dúvida, com a inauguração prevista para esta manhã, 28 de outubro de 2010, entra o novo HOSPITAL NA HISTÓRIA.