segunda-feira, 21 de setembro de 2020

 

JUVENTUDE SATANENSE E O PALHAÇO

Clerisvaldo B. Chagas, 22 de setembro de 2020

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.384


(Crédito: Pixabay)

Adolescente ainda, vi o circo chegar em Santana do Ipanema e manter o empanado repleto todas as noites. É que o palhaço era muito bom e cativava a juventude de Santana agitadora nos poleiros do circo. Todas as noites tinha piadas do palhaço com personagens da cidade. Certa feita, entregaram a este, particularmente, os nomes e apelidos dos rapazes mais falados de Santana, pessoas da sociedade, em evidência. Com o circo lotado naquela noite, quando chegou a vez das risadas, foi anunciado a paródia de uma página musical famosa nos Carnavais do Recife. O circo quase veio abaixo quando o palhaço cantou bem entoado o hino que falava principalmente nos que tinham apelido. (Pena ter esquecido o nome do original): Com o título de “O Trem” foi cantada a música. Parece-me que o tema era relacionado às noites de alguns desse jovens e suas ações no baixo meretrício da cidade:

 

Zé Pinto,

Cadê Agildo

 

 

Chama logo o maquinista

Vamos a estação...

 

Josa é a máquina

Genival é o condutor

Henaldo é o foguista

Guarda-freio é Zé Yoyô...

 

Com a luz apagada

A turma agarrada

Passa a brincar de trem...

 

Zé Torreiro entra afobado

Trazendo João Badalo

Agarrado no seu pão...

 

Vamos, vamos minha gente

Que o Porronca já chegou

Bolinha está acolá

Djalma a gaguejar

Que o trem já vai parar.

 

A música e a letra foram repetidas inúmeras vezes na sociedade santanense causando risos e furor. Um sucesso retumbante! Alguns dos citados acima já faleceram, outros correm léguas atrás de você para arrancarem o seu pescoço se você relembrar o episódio.

 

 

 

 

 


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